Inflação brasileira está entre as mais altas

Foi divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Banco Central um relatório mostrando que a inflação atual brasileira, assim como as previsões para o resto de…

Foi divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Banco Central um relatório mostrando que a inflação atual brasileira, assim como as previsões para o resto de 2011 e para o ano de 2012, está entre as mais elevadas do mundo. A divulgação foi por meio da apresentação de Carlos Hamilton Araujo, diretor de Política Econômica da Instituição.

No meio de agosto a inflação atingiu a marca de 7,33%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficando entre as primeiros com inflação mais alta, perdendo apenas para Índia e Rússia, veja abaixo:

Índia – acima de 8%
Rússia – cerca de 8%
Brasil – 7,33%
China – cerca de 6%
Nova Zelândia – aproximadamente 5,5%
África do Sul – acima de 5%
Reino Unido – aproximadamente 4,5%
Estados Unidos – pouco abaixo de 4%
Suécia – abaixo de 4%
Noruega – abaixo de 4%
Colômbia – abaixo de 4%
México – abaixo de 4%
Chile – abaixo de 4%

As previsões para o último trimestre deste ano é de 6,4% e uma média de 5% para o ano de 2012, segundo informações do e relatório do Banco Central. A estimativa é que o Brasil seja superado pela Índia, Rússia e África do Sul (este só em 2012). Sendo que a Índia tem como previsão para o restante do ano uma inflação um pouco abaixo de 9% e, para 2012, em torno de 7%. A Rússia possui uma estimativa para 2011 de 9% e, para o ano que vem, um pouco abaixo de 8%. Já a África do Sul a média para este ano é de 5% e, para 2012, aproximadamente 6%. O diretor Carlos Hamilton Araujo disse que mesmo o mundo ter inflacionado nos últimos 12 meses, a tendência a partir de agora é que haja uma desinflação.

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Não apenas a inflação, mas o juros está entre os grandinhos brasileiros, na verdade entre os maiores do mundo. Os juros no Brasil ultrapassam 5% ao ano, enquanto que nos casos da Índia e Rússia estão entre zero e 1% ao ano. No mesmo patamar encontra-se a China, já os Estados Unidos, Reino Unido e Nova Zelândia possuem juros negativos.

Quando se fala de FMI (Fundo Monetário Internacional), muitas nações ficarão felizes com suas economias, que só tendem a crescer, porém o Brasil possui uma média baixa, comparada a outros países emergentes. A China por exemplo tem para 2011 um crescimento de 9,5% e para 2012 uma média de 7,8%. A Índia é outra que recebe boas notícias, 9% para este ano e 7,5% para o ano que vem, enquanto isso o Brasil não ultrapassa a linha de 4% para 2011 e 2012.

“O crescimento tem de ser endereçado em outra perspectiva. Temos uma taxa de poupança em torno de 16% do PIB, que nos permite investir, com déficit em conta corrente [contas externas] de 2% do PIB, em torno de 18% do PIB. Temos que ter uma taxa de crescimento compatível com a nossa capacidade de investir. Na medida em que o Brasil avançar em reformas estruturais e em ações que melhorem o ambiente de negócios, que aumentem a taxa de poupança, certamente vamos ter oportunidade de ter taxas de crescimento mais elevadas. O crescimento tem limitantes. Estamos crescendo em ritmo compatível com a nossa capacidade de investir”, acrescentou Carlos Hamilton.

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