Inflação Aumenta o Preço do Cigarro

Para quem tem seus gastos com pequenos vícios, talvez agora seja a hora de se preocupar. Especialmente se você é um fumante: uma pesquisa…

Para quem tem seus gastos com pequenos vícios, talvez agora seja a hora de se preocupar. Especialmente se você é um fumante: uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) demonstrou que o preço do cigarro já subiu mais do que o dobro da inflação, de acordo com informações do portal R7. Segundo informações de matéria publicada no portal G1: o reajuste dos preços no período de 2008 até agosto de 2011 superou a marca de 40%, enquanto a inflação deste período era de 16%.

O mesmo portal informa também que este aumento não aconteceu a toa: ele está relacionado aos impostos acrescentados pelo governo em esforços para tentar diminuir o consumo e conscientizar a população de que há gastos que não oferecem retorno, mas somente sobrecarregam o orçamento a longo prazo. Já o portal R7 acrescenta que outros gastos deste gênero também tiveram este aumento, porém não de forma tão expressiva: bebidas alcoólicas tiveram alta de 19,53% e jogos lotéricos de 15,49%. Somados aos cigarros, a média do aumento acumulado é de 30,96%.

Aumento adiado:

Os gastos com cigarros devem comprometer ainda mais o orçamento do brasileiro, porém o novo reajuste foi adiado para 2012. Segundo informações do UOL, Isso aconteceu a pedido das empresas do setor que segundo seus argumentos precisam de tempo para adequar decisões e investimentos em produção e marketing.

Este reajuste acontecerá em cumprimento da medida provisória que altera o modelo de taxação do produto, aumentando o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), publicada em agosto. O planejado era que as mudanças passassem a valer em dezembro, porém com o adiamento estima-se que a nova taxação deve acontecer somente janeiro ou fevereiro do próximo ano.

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Planejamento de gastos:

A pesquisa da FGV foi desenvolvida com os mesmos objetivos de conscientizar a população e estabeleceu a comparação com outros tipos de despesa: os chamados “gastos por virtude” – aqueles aos quais são atribuídos benefícios, fazendo com que ele se torne um investimento. Estes itens também sofreram reajustes em seus preços, porem em uma porcentagem menor: considerando-se a média dos gastos com Educação, leitura, lazer e esportes, o acumulado foi de 18,73%, segundo tabela divulgada pelo portal R7.

A ideia é mostrar que a inflação pode pesar menos para o bolso do consumidor quando o dinheiro é bem empregado, em bens que resultam em saúde, cultura e conhecimento. Já o mesmo não se aplica aos gastos com a manutenção de vícios: estes não geram retorno, representando apenas dinheiro jogado fora. Esse tipo de percepção propicia a chance de o consumidor planejar melhor os gastos e equilibrar o orçamento.

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