“Hot ioga” queima até 800 calorias por sessão

As práticas terapêuticas da ioga que a cada dia ganha novos praticantes passaram a ser realizadas, em algumas salas, com ambientes aquecidos em 42ºC.…

O ideal é que antes da aula o praticante fique sem comer por aproximadamente duas horas.

As práticas terapêuticas da ioga que a cada dia ganha novos praticantes passaram a ser realizadas, em algumas salas, com ambientes aquecidos em 42ºC. Conhecida como “Hot ioga” (em português ioga quente) é uma representação do “útero materno” que queima até 800 calorias a cada aula.

Conhecida oficialmente com Brikam Yoga, a técnica  iniciada há 15 anos nos Estados Unidos e no Canadá, agora chega ao Brasil com muitas novidades. Porém somente em Curitiba (PR), possui um centro para a prática da técnica. Segundo Adilson Pagan, professor que trouxe a técnica para o País, a modalidade logo deve ser popularizada.

“Quando eu tive contato com a Brikam, em 2001, morava nos EUA e existia apenas um centro internacional deste tipo de Ioga. Hoje já são 50, espalhados por vários locais do mundo”, diz Adilson. “Tenho certeza de que é questão de tempo para mais pessoas serem capacitadas e expandirem a Brikan no Brasil. Mas hoje pólos importantes como São Paulo ainda não contam com escolas especializadas.”

Os ambientes são pré aquecidos e as pessoas, durante 90 minutos de aula reproduzem 26 posições da técnica e dois treinamentos de respiração. O ideal é que antes da aula o praticante fique sem comer por aproximadamente duas horas. A transpiração é intensa, em um procedimento que os adeptos acreditam ser desintoxicante. E mais, a elevada temperatura demanda mais equilíbrio e concentração, fazendo com que o gasto calórico seja ainda mais forte.

Para conseguir melhores resultados, o ideal seria praticar a técnica pelo menos duas vezes por semana.

“No calor, o corpo responde mais aos estímulos de flexibilidade, o que evita as lesões. Além disso, melhora a capacidade respiratória do praticante”, afirma o professor brasileiro. “Sem contar o despertar das memórias das células da gravidez, já que a ideia é que os espaços reproduzam o conforto térmico do útero”, completa.

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Adilson ressalta que a finalidade principal desta técnica não é a redução de calorias, porém a intensidade da técnica acaba originando o emagrecimento. “Tenho alunos que em seis meses eliminaram 20 quilos. Não só pelo gasto calórico, mas pelo autocontrole que a ioga também proporciona.”

Para conseguir melhores resultados, o ideal seria praticar a técnica pelo menos duas vezes por semana. Também são necessárias certas precauções já que não é simples realizar as posições em um local tão quente. A adequação não é imediata e ao longo das primeiras sessões são poucas as pessoas que conseguem chegar até o fim. “É preciso respeitar o limite individual. Isto também é um dos aprendizados do Ioga”, diz Adilson Pagan.

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