Homens têm maior risco de sofrer comprometimento cognitivo

Uma nova pesquisa por cientistas afirma que os homens possuem probabilidade maior de sofrer com comprometimento cognitivo leve do que as mulheres. Esse transtorno…

Por Editorial MDT em 27/01/2012

Imagem: (Foto Divulgação

Uma nova pesquisa por cientistas afirma que os homens possuem probabilidade maior de sofrer com comprometimento cognitivo leve do que as mulheres. Esse transtorno é uma passagem entre o envelhecimento normal e a demência e, pode abranger falha de memória e habilidade de pensamento.

“Observamos que o risco de comprometimento cognitivo leve, tanto em homens quanto em mulheres idosos, foi alto. Isso é um reflexo das pessoas estarem vivendo mais. Essa doença pode ter um grande impacto nos custos da saúde caso os esforços para prevenção do problema não sejam melhorados”, diz a coordenadora da pesquisa, Rosebud Roberts. “Nosso estudo sugere que os fatores de risco para transtornos cognitivos devam ser estudados separadamente entre homens e mulheres.”

Pesquisa

Foram testados 1.450 indivíduos com idades entre 70 e 89 anos que não possuíam transtorno de demência. Durante três anos, os participantes foram submetidos a análises de memória a cada 12 meses. Até a conclusão da pesquisa, 296 indivíduos haviam contraído comprometimento cognitivo leve. A taxa de novas  incidências anualmente foi maior entre os homens: 72 por 1.000 indivíduos, enquanto entre as mulheres esse número foi de 57 por 1.000. A média entre os dois sexos foi de 64 por 1.000 indivíduos.

Além disso, a análise também concluiu que, entre as pessoas diagnosticadas com o transtorno, 12% ao ano foram, mais tarde, diagnosticados pelo menos um vez sem o problema. Outras 88% ou permaneceram com o comprometimento ou evoluíram para demência. De acordo com os cientistas, essa decorrência são surpreendentes, pois, as mulheres normalmente têm maiores índices de demência do que os homens. Eles acreditam que a maior predomínio do transtorno em homens pode indicar que, entre o sexo feminino, a passagem de cognição normal para demência ocorre mais tarde, porém, de forma mais severa.

 

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