Hiperatividade na vida adulta: o que fazer

Segundo a ABDA (Associação Brasileira de Déficit de atenção), o TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) é um dos transtornos neurobiológicos mais comuns da infância, se manifestando desde os primeiros anos de vida em vários ambientes de convívio. O problema se caracteriza não apenas pela diminuição na capacidade de concentração e desatenção, como também pode envolver impulsividade e aumento da atividade motora.

Os dados coletados pela ABDA apontam que cerca de 3 a 10% de todas as crianças apresentem algum grau de hiperatividade, enquanto que, nos adultos, esse índice gira em torno de 4%.

4% da população adulta apresenta sintomas de TDAH

Os adultos hiperativos

Há certo tempo se acreditava que o TDAH desaparecia com o findar da vida infantil, entretanto, essa crença caiu por terra e hoje está mais do que comprovado a persistência dos sintomas, em alguns casos, por toda vida.

Segundo especialistas, o que realmente acontece é que, conforme amadurece, o indivíduo aprende a conviver com a situação e adapta seu modo de agir, criando meios que ajudam a contornar o problema de desatenção e/ou hiperatividade. Por isso as queixas em adultos são muito menos frequentes.

O tratamento precoce é fundamental para evitar complicações.

Comorbidades que podem acompanhar o TDAH na vida adulta

A criança portadora desse problema se sente incompreendida, pois sabe que existe algo diferente consigo, entretanto, não consegue se expressar e pedir ajuda. Sua capacidade de percepção pode acabar fazendo com que se sinta rejeitada pela a família, uma vez que se considera como um peso para os entes. Por isso os estudiosos no assunto alertam sobre a importância de uma atenção especial, que deve ser dispensada pelos pais às essas crianças.

Quando não tratado precocemente, é bastante comum a ocorrência de danos psicológicos que, na adolescência e vida adulta, podem resultar em problemas como, por exemplo, a adoção de um posicionamento contrário a figuras de autoridade, representado pelos pais (transtorno opositivo-desafiador), maior tendência a executar atos de vandalismo ou o aumento da probabilidade de desenvolver vícios (álcool, cigarro ou até mesmo drogas ilícitas).

 Tratamento

O primeiro passo para alcançar o sucesso terapêutico, é a existência de bastante força de vontade, do próprio paciente, para mudar sua situação. É fundamental que haja muita humildade para reconhecer seus limites e potenciais e, especialmente, não se rotular.

A psicoterapia é uma poderosa aliada

O tratamento ideal deve seguir com o acompanhamento psiquiátrico e administração de medicamentos (em casos específicos), combinados à psicoterapia, pois ajuda a minimizar os sintomas, além de dar as ferramentas necessárias para que sejam descobertas várias formas de lidar com o funcionamento agitado do organismo. Com o tratamento adequado, o paciente tende a se adaptar, minimizando o impacto em sua vida adulta.

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