Hepatite B na gravidez

A hepatite B é uma doença causada por um vírus que pode acabar provocando uma inflamação crônica do fígado, levando ao aparecimento de diversos…

Por Editorial MDT em 21/04/2012

Realizar as consultas pré-natais regularmente é muito importante.

A hepatite B é uma doença causada por um vírus que pode acabar provocando uma inflamação crônica do fígado, levando ao aparecimento de diversos sintomas. O grande problema é que, na gestação, a mulher doente pode transmitir o vírus para o bebê na hora do parto, devido ao contato com o sangue materno contaminado.

Outro fator importante a ser considerado é que as futuras mamães, sejam elas apenas portadoras do vírus ou apresentando a infecção aguda, possuem um risco aumentado de sofrer parto prematuro, colocando em risco a saúde do bebê. Conheça mais sobre essa doença.

Quadro clínico

Nem sempre é fácil descobrir que alguém está com hepatite B. Apesar do quadro agudo contar com algumas alterações típicas que facilitam a suspeita e pesquisa diagnóstica, como a icterícia (que deixa a pele, língua e branco dos olhos de coloração amarelada), em muitos casos os sintomas podem ser brandos, com perda de apetite e diarreia, sendo confundidos com outro problema mais simples, como intoxicação alimentar e viroses.

Além do mais, vale lembrar que pessoas que já tiveram hepatite B podem se tornar portadores crônicos do vírus, isso significa que apresentam cerca de 10% de chances de transmitires a infecção a terceiros, mesmo estando aparentemente sem nenhuma alteração clínica – esse fato ocorre com 10% das mulheres que passaram por infecção aguda.

A vacinação protege o recém-nascido.

Como proteger o bebê

É necessário estar precavido, por isso, dentre os diversos exames exigidos pelo Programa de Acompanhamento Pré-Natal, está a sorologia para hepatite B, afim de realizar uma triagem para possíveis casos da doença.

Nas situações onde a sorologia é positiva, geralmente a gestante é encaminhada para um hepatologista, o qual lhe dará diversos conselhos de como melhorar os hábitos alimentares, para diminuir as chances de desenvolver hepatopatia, entre outras orientações importantes.

Como os portadores crônicos do vírus possuem um risco de desenvolver a forma crônica da doença (cirrose hepática ou cancro de fígado), é indispensável que se faça um acompanhamento regular com especialista, mesmo depois de dar à luz.

Cuidados natais

Assim que o parto é realizado, o bebê é levado para que sejam retirados todos os vestígios do sangue materno que estão sobre seu corpo e em seguida é realizada uma dose de vacina contra hepatite B. Essas medidas simples são suficientes para impedir a infecção do recém-nascido, enquanto que, o falta dos primeiros cuidados, tornaria a criança sujeita a problemas hepáticos futuros.

Desde que a criança esteja vacinada, a amamentação não deve ser contraindicada.

O interessante é que, desde que a criança tenha sido vacinada, a amamentação não está contraindicada. Em caso de dúvida, vale a pena conversar com o médico e esclarecer todas as dúvidas que possam surgir.

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