Greve dos Correios terá continuidade

Greve dos Correios terá continuidade

De acordo com informações passadas por José Gonçalves de Almeida, diretor da Federação Nacional de Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect),…

Por Redacao em 05/10/2011

De acordo com informações passadas por José Gonçalves de Almeida, diretor da Federação Nacional de Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), a greve dos funcionários dos Correios não irá acabar tão cedo.

Os sindicatos e a empresa responsável pela maior parte das entregas no país, estão em reunião nesta quarta-feira (5) para colocar fim à greve que começou no dia 14 de setembro. O diretor da Fentect, o Jacó, afirmou que perto das 15h os principais sindicatos já haviam rejeitado a proposta da direção dos Correios.

São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília, Santa Catarina, Paraná, Paraíba, Sergipe, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul foram os que disseram “não” ao acordo, até o momento. Rio Grande do Sul e Goiás ainda discutem a respeito de continuar a paralisação dos serviços.

“Eles [RS e GO] têm orientação de rejeitar também. Se tiver um sindicato pequeno que aceite a proposta será muito. Provavelmente, o acordo será rejeitado por ampla maioria, talvez até por unanimidade, porque a proposta é muito ruim”, disse Jacó, acrescentando ainda que  greve deverá continuar por tempo indeterminado.

Na última terça-feira (4) uma proposta foi enviada a Fentect na qual iria para votação hoje (5). Para que entrasse em vigor, era necessário que no mínimo 18 dos 35 sindicatos votassem a favor. Caso aprovada, os funcionários voltariam ao trabalho nesta quinta-feira (6).

A proposta contém um reajuste de 6,87% nos salários e benefícios, além de um aumento real retroativo de R$ 80 em 1° de outubro. Porém uma condição não satisfaz o desejo dos funcionários: o desconto dos dias parados. Segundo o acordo, eles teriam que pagar seis dias de trabalhos descontados a partir de janeiro do ano que vem, sendo meio dia por mês, totalizando 12 parcelas. Quem quisesse pagar em menos tempo, poderia. Os funcionários deveriam também trabalhar nos finais de semana e feriados para dar conta dos atrasos em decorrência da greve, estimado em 136 milhões de correspondências fora do prazo de entrega.

O resultado final deve sair até o final do dia. Mais informações em breve.

Fonte Foto: Portal Infonet

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