Governo investirá R$ 505 milhões em centros para tratamento de câncer

O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (18), um investimento de R$ 505 milhões nos próximos cinco anos, para os centros de tratamento contra…

Por Editorial MDT em 19/04/2012

Dos sete mil portadores da doença em todo o país, seis mil recebem auxílio público.

O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (18), um investimento de R$ 505 milhões nos próximos cinco anos, para os centros de tratamento contra o câncer no SUS (Sistema Único de Saúde).  Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o governo ainda incentivará a fabricação nacional de remédios de tratamento e combate ao câncer.

De acordo com o órgão, R$ 325 milhões serão aplicados para aprimorar a infraestrutura de 32 hospitais que tratam a enfermidade e para erguer 48 novos centros. E mais, R$ 180 milhões serão destinados para a compra de 80 aceleradores lineares, utilizados para a radioterapia – um dos tratamentos contra o câncer.

“Hoje não existe nenhuma fábrica que produza acelerador linear no nosso país e [há] pouquíssimos fornecedores mundiais – na verdade, apenas dois grandes e outros de menor escala”, disse.

“Isso fará com que a produção de equipamentos também seja cada vez mais sustentável, gere inovação tecnológica e empregos no nosso país”, completou Padilha. A estratégia aumentará o acesso à radioterapia no país, especialmente, nas regiões Norte e Nordeste, para mais 28.800 pacientes.

Medicamentos

O governo ainda proporcionará a fabricação nacional de remédios para tratamento contra a leucemia.

Além do investimento em tratamento e infraestrutura, o órgão anunciou ainda uma parceria entre laboratórios públicos e privados para a fabricação de um remédio empregado contra a leucemia mieloide crônica – uma doença que atinge mais adultos, porém, muito invasiva nos raros casos infantis.

Dos sete mil portadores da doença em todo o país, seis mil recebem auxílio público. Com a parceria entre os laboratórios – EMS, Laborvida, Cristália, Globe Química, Alfa Rio, Farmanguinhos e Instituto Vital Brasil – o governo economizará cerca de R$ 70 milhões ao ano.

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