Governo afirma que negócios da TelexFree não são sustentáveis

A Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (Seae/MF) divulgou no dia 14 de fevereiro que acredita que o Telexfree, de venda de…

A Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (Seae/MF) divulgou no dia 14 de fevereiro que acredita que o Telexfree, de venda de pacotes de telefonia pela internet (VoIP, na sigla em inglês), não é sustentável e sugere um esquema de pirâmide financeira, o que é crime contra a economia popular. Como a companhia responsável pelo negócio a Ympactus Comercial LTDA. não estabeleceu parcerias com operadoras de telefonia móvel ou fixa, segundo o Ministério, não poderia garantir a oferta dos serviços de VoIP, nem autorização para praticar atividades de comércio.

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A Telexfree está sob acusação de ter um negócio que não é sustentável (Foto: Divulgação)

TelexFree pode usar esquema de pirâmide

A TelexFree comercializa um sistema de telefonia VoIP através do chamado marketing multinível, que funciona da seguinte forma: em que cada vendedor recebe comissão por atrair mais vendedores para o negócio. A suspeita do Ministério da Fazenda é que o negócio funciona sob esquema de pirâmide. Os ministérios da Justiça e da Fazenda e pelos ministérios públicos de Pernambuco, Acre, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais e Espírito Santo estão investigando as irregularidades.

Existe indícios de duas irregularidades: estímulo à economia informal, porque “os ganhos financeiros mais substantivos não advêm dos anúncios, mas sim do ingresso de novos divulgadores na rede do divulgador inicial (…) Se não houver o ingresso de novos interessados, é impossível obter os ganhos anunciados, indicando, salvo interpretação contrária, a falta de sustentabilidade do negócio”, disse o comunicado do Ministério.  Além disso, o oficio do ministério diz que a companhia exige exercício de duas atividades, comerciante e divulgador, mas paga somente por uma delas.

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Advogado da TelexFree rebatem as acusações

Horst Fuchs, rebate as conclusões contra a TelexFree. Sobre a sustentabilidade do negócio o advogado afirma que “os preços das contas VoIP já embute a remuneração aos divulgadores” e que “não há oferta de ganhos altos e rápidos”.  O defensor disse ainda que “O pagamento de comissões é proporcional às vendas dos pacotes VoIP, sendo de 1 a 2% do total do preço do pacote”.

Fuchs declarou que a Ympactus “não pratica comércio uma vez que o produto VoIP é entregue pela Telexfree dos EUA”, onde a organização tem uma base operacional.  O advogado também falou que não é preciso parcerias com operadoras de telefonia no Brasil, pois existem contratos com empresas desse ramo no país de origem da empresa.

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