Ginkgo biloba não é eficaz na prevenção de Alzheimer, diz pesquisa

Ginkgo biloba não é eficaz na prevenção de Alzheimer, diz pesquisa

Quando entram na velhice, algumas pessoas desenvolvem problemas de memória, linguagem e raciocínio, sintomas estes característicos do Alzheimer. Entretanto, existem produtos naturais que prometem…

Por Isabella Moretti em 11/09/2012

Quando entram na velhice, algumas pessoas desenvolvem problemas de memória, linguagem e raciocínio, sintomas estes característicos do Alzheimer. Entretanto, existem produtos naturais que prometem conter a doença que afeta a saúde cerebral, como é o caso do ginkgo biloba.

Estudo comprova que atuação do ginkgo biloba contra o Alzheimer é mito. (Foto:Divulgação)

Recentemente um estudo francês sobre prevenção do Alzheimer revelou que a planta não reduz o risco de ter a doença. Ou seja, os pacientes que consumiram doses de ginkgo biloba através de ensaio randomizado controlado (sem saber a terapia realizada) continuaram a apresentar déficit cognitivo.

Pesquisa diz que ginkgo biloba não reduz risco de Alzheimer

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Tolouse, na França, revelou que o ginkgo biloba não é eficaz na prevenção de Alzheimer. O trabalho que conseguiu desmistificar a ação do fitoterápico sobre as habilidades cognitivas dos idosos foi publicado na revista The Lancet Neurology na última quinta-feira (6).

O estudo que descobriu a ineficácia do ginkgo biloba é considerado o maior já feito até hoje sobre as formas de prevenção da doença degenerativa. Ele contou com a participação de 2.854 pessoas com mais de 70 anos de idade, que já tinham apresentado alguma queixa sobre o desempenho da memória.

Doses de ginkgo biloba apresentam efeitos insignificantes na prevenção do Alzheimer. (Foto:Divulgação)

Durante cinco anos, parte dos participantes da pesquisa ingeriu uma dose de 120 miligramas de ginkgo biloba duas vezes ao dia. Já os outros receberam um tratamento com placebo, mas desconheciam a substância que estava ingerindo. Ao longo do período de estudos, os autores do trabalho analisaram a incidência de demências e o desempenho cognitivo, principalmente no que diz respeito a memória.

Dos idosos tratados com ginkgo biloba, 4% foram diagnosticados com Mal de Alzheimer. No grupo que recebeu doses de placebo, a incidência foi de 5%, uma diferença quase que insignificante. Os especialistas também não identificaram variação de risco de derrame e mortalidade.

Embora não tenha encontrado efeitos significativos no ginkgo biloba contra o Alzheimer, os especialistas afirmam que testes a longo prazo precisam ser realizados para determinar os efeitos de forma mais segura.

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Benefícios do ginkgo biloba

Benefícios da planta já foram confirmados e outros estão em teste. (Foto:Divulgação)

Apesar do ginkgo biloba não ser capaz de conter a perda da memória e o surgimento de demências em idosos, ele pode fazer bem para a saúde. Veja a seguir alguns benefícios da planta:

– Reduz as tonturas;

– Alivia as dores nas pernas e nos braços;

– Diminui os zumbidos no ouvido;

– Previne câncer de ovário e de mama;

– Evita os danos nas células que causam o envelhecimento.

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