Filho foragido de Muammar Kadhafi recebeu proposta de rendição do Tribunal de Haia Filho foragido de Muammar Kadhafi recebeu proposta de rendição do Tribunal de Haia

Filho foragido de Muammar Kadhafi recebeu proposta de rendição do Tribunal de Haia

O filho foragido do falecido Mummar Kadhafi, Saif al-Islam, recebeu nesta sexta-feira (28) uma proposta do procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI): caso se…

Por Redacao em 28/10/2011

O filho foragido do falecido Mummar Kadhafi, Saif al-Islam, recebeu nesta sexta-feira (28) uma proposta do procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI): caso se entregasse para as autoridades receberia o direito de ser ouvido na corte.

Saif al-Islam teria escapado e possivelmente atravessado a fronteira da Líbia ao Níger, logo depois que forças Conselho Nacional de Transição (CNT), governo provisório do país, teriam capturado e aparentemente assassinado Mummar Kadhafi, seu pai, na cidade de Sirte.

Segundo o procurador, Luis Moreno-Ocampo, eles mantinham um “contato informal” com Saif al-Islam, que tornou possível apresentar a proposta de rendição do Tribunal de Haia.

“Mantemos contato informal com Saif por meio de intermediários. O gabinete do procurador deixou claro que, se ele se entregar ao TPI, tem o direito de ser ouvido em corte. É inocente até provarem o contrário. O juiz decidirá”, afirmou ele em um comunicado.

“Além disso, nós soubemos por meio de canais informais que há um grupo de mercenários se oferecendo para levar Saif a um país africano que não é signatário do Estatuto de Roma do TPI. O Gabinete do Procurador também está avaliando a possibilidade de interceptar qualquer avião no espaço aéreo de um Estado integrante (do Estatuto), para efetuar a prisão”, completou.

Todas as nações que não seguem o Estatuto não são obrigadas a entregar suspeitos para serem julgados por envolvimento em guerra.

“Este é um procedimento legal, e se os juízes decidirem que Saif é inocente, ou que cumpriu sua sentença, ele pode pedir aos juízes que o enviem a um país diferente, desde que esse país o aceite”, acrescentou o procurador.

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