Falta de planejamento do Ciência sem Fronteiras recebe críticas

Falta de planejamento do Ciência sem Fronteiras recebe críticas

As universidades participantes do programa Ciência sem Fronteiras, apresentado em junho de 2011, se questionam com relação a sua capacidade de envio de estudantes…

Por Élida Santos em 01/05/2012

O programa foi criticado por falta de especificações (Foto: Divulgação)

As universidades participantes do programa Ciência sem Fronteiras, apresentado em junho de 2011, se questionam com relação a sua capacidade de envio de estudantes para estudar fora do país. A demanda é maior do que a oferta de bolsas e a resposta das instituições de ensino não são das melhores.  O grande problema é com relação a mão de obra e a infraestrutura desses espaços educacionais. Não existe quantidade suficiente de professores habilitados para cuidar da seleção e encaminhamento dos graduados para as universidades fora do país.

Para os administradores das universidades em questão alguns pontos não ficaram claros, como por exemplo: com que países o governo federal quer estreitar laços, de que maneira será medido o sucesso do programa e com que diretrizes as instituições nacionais vão elaborar seus programas para receber esses intercambistas na volta, melhorando a qualidade do ensino nacional.

Apesar dessas divergências as instituições de ensino reconhecem que o programa é excelente, pois as bolsas possuem muitas qualidades para educação nacional. O espaço de tempo curto entre a implantação do projeto e o embarque do primeiro grupo de estudantes, foi um dos pontos positivos apontados.

O programa também possui pontos positivos (Foto: Divulgação)

É pré-requisito do programa o conhecimento de uma língua estrangeira. Essa norma, para alguns especialistas acaba elitizando o programa, já que a segunda língua, em geral, é privilégio de alunos com melhores condições financeiras. Com o Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que facilita o ingresso de estudantes de baixa renda a universidades por meio do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), a exigência de uma língua estrangeira para a participação do Ciências Sem Fronteira, mais uma vez, coloca uma barreira entre as pessoas com condições financeiras melhores, com relação a quem é classificado como pobre.

Com relação ao conhecimento de inglês, o ministro Aloizio Mercadante (Educação) declarou, através de nota, acreditar que o programa Ciência sem Fronteiras seja “um estímulo para que os estudantes adquiram proficiência em outras línguas”. Na visão dele, as críticas são bem-vindas para o aprimoramento da política.

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