Entenda o câncer de mama familiar

O câncer de mama é um assunto que assusta muitas mulheres e é cercado por mitos e verdades, especialmente aquelas que possuem casos da…

Por Editorial MDT em 03/06/2013

O câncer de mama é um assunto que assusta muitas mulheres e é cercado por mitos e verdades, especialmente aquelas que possuem casos da doença na família. A incidência do problema é bastante alta, e a cada 8 a 10 mulheres, uma acabará desenvolvendo a doença ao longo da vida. Infelizmente, essa possibilidade aumenta consideravelmente em famílias portadores de mutações genéticas, como as que ocorrem nos genes BRCA1 e BRCA2. Saiba mais sobre o assunto e entenda melhor o câncer de mama familiar.

O câncer de mama é um problema que assusta muitas mulheres. (Foto: divulgação)

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Câncer de mama herdado

O câncer de mama é o resultado da interação de diversos fatores ambientais e pessoais, que se somam para culminar no aparecimento da doença.  Isso significa que nem toda família que apresenta indivíduos afetados pelo câncer, são portadoras de mutações genéticas que favorecem o aparecimento da doença.

Através de algumas características é possível identificar os possíveis casos de câncer de mama herdados geneticamente, que podem ser transmitidos tanto pela mãe, como pelo pai. Geralmente os indivíduos portadores da mutação causadora do câncer de mama são bastante jovens, podendo ter menos de 30 anos, o que seria muito raro acontecer nas pessoas sem mutação.

Outra característica importante é a possibilidade da doença se manifestar nas duas mamas concomitantemente, ou com um intervalo de tempo extremamente curto entre uma e outra. Ocorrência do câncer de mama em homens ou de câncer de ovário são outros fatores que chamam atenção e merecem ser investigados.

O câncer de mama pode ser resultado de uma mutação genética herdada. (Foto: divulgação)

Como identificar o problema

Através de um mapeamento genético é possível identificar diversos problemas cromossomais, como a mutação nos genes BRCA1 e BRCA2, responsáveis por causar esse tipo de câncer. Infelizmente esse exame possui alto custo e é realizado em centros específicos, que nem sempre são acessíveis à população.

O que fazer quando se identifica a mutação

A constatação dos genes mutantes não significa que a mulher apresenta o câncer de mama, mas indica uma chance muito grande de desenvolver a doença em algum momento da vida. Nesses casos, se a mulher estiver de acordo, a melhor conduta é a remoção cirúrgica profilática das mamas e dos ovários, que costuma ocorrer após os 35 anos, quando a mulher já teve seus filhos e amamentou. Também é possível optar por outras formas menos agressivas de prevenção, mas que nem sempre garantem a mesma eficácia da intervenção radical.

Antes dos 35 anos é indispensável um contínuo e intensivo acompanhamento médico, com a realização de exames periódicos específicos, que visam detectar possíveis alterações no tecido glandular das mamas precocemente.

Portadoras de mutação genética devem fazer exames regulares precocemente. (Foto: divulgação)

O câncer de mama assusta várias pessoas e que pode ser transmitida geneticamente, como resultando de uma mutação nos genes BRCA1 e BRCA2. Entretanto, é preciso entender que essa doença tem causa multifatorial e que, por isso, pode ser causada pela somatória de diversos outros fatores não herdados.

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