Entenda como funciona a nova vacina contra AIDS

Nova vacina desenvolvida por pesquisadores espanhóis e mostrou 90% de sucesso em seus primeiros testes clínicos.

Um protótipo de vacina contra HIV com 90% de sucesso em testes iniciais feitos com humanos: essa foi a descoberta anunciada nesta quarta-feira (28) por uma equipe de pesquisadores espanhóis em coletiva de imprensa reunindo representantes do Centro Nacional de Biotecnologia do Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha (CSIC), Hospital Clínic de Barcelona e Hospital Gregorio Marañón de Madri.

Os testes em humanos foram feitos em 30 voluntários das cidades de Madri e Barcelona, que não tinham o HIV em seus organismos. A nova vacina deixou 90% preparados para um contato com o vírus com sua resposta imune e a resistência proporcionada por ela durou pelo menos um ano para 85% dos que a tomaram.

A vacina, chamada de MVA-B tem como princípio treinar o corpo de quem não tinha a doença para que eles pudessem reconhecer o vírus e as células infectadas para atacá-las. A vacina foi feita a partir de uma variação do HIV, (Vaccinia Modificado Ankara) que ao ser atenuado serve para produzir vacina contra varíola e é usada para desenvolvimento múltiplas vacinas. Em seu nome, a letra B serve para indicar o tipo de HIV mais comum na Europa e no qual age o protótipo.

A montagem da vacina foi feita pelos pesquisadores com a colocação de quatro genes do HIV dentro do vírus enfraquecido da varíola: uma quantidade que de acordo com os pesquisadores não é suficiente para desenvolver a doença, mas sim deixar o corpo em estado de alerta para quando o vírus de verdade penetrar no organismo de quem recebeu a vacina. A vacina já havia passado por testes em roedores e macacos em 2008, e o estudo e os resultados obtidos agora foram divulgados nas revistas médicas “Journal of Virology” e “Vaccine”

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Os pesquisadores afirmam que, apesar do sucesso ainda é cedo para determinar a eficácia, visto que o número de voluntário ainda é muito pequeno para garantir defesa permanente. O próximo passo é testar a vacina em pessoas que possuem o vírus, mas que ainda não desenvolveram a doença, para assim determinar se além de prevenção, ela também pode servir como tratamento.

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