Ele não te Quer: Como se Comportar Diante de uma Rejeição

Em certos assuntos, escutar um “não” pode ser algo dramático. Um deles diz respeito a vida amorosa: todo mundo teme a ideia de levar…

Por Editorial MDT em 05/09/2011

Em certos assuntos, escutar um “não” pode ser algo dramático. Um deles diz respeito a vida amorosa: todo mundo teme a ideia de levar um fora. O problema é que nem sempre a vida é tão generosa quanto gostaríamos. Nem sempre temos aquilo que queremos e é preciso aprender a lidar com a rejeição para sair da fossa.

Ok, lidar com isso é difícil em todos os graus. Mexe profundamente com o ego e com a autoestima. Passamos a nos perguntar a razão, o que temos de errado, o que nos falta para ouvir o “sim”. Aquilo que é negativo recebe toda a atenção em lugar de todos os outros “sim”s obtidos na vida e de todos os outros que possam vir a ser possíveis. Parece algo inato para o ser humano, porém uma atitude realmente prejudicial a longo prazo.

Implorar uma nova chance regado a muitas lágrimas pode ser uma experiência humilhante e normalmente passível de um outro “não” ainda mais concreto que o anterior, portanto é preciso superar e levar a vida adiante. Levar um fora dói, mas também nada impossível de transcender. O problema é que esse tipo de coisa leva tempo e não é exatamente uma fórmula de bolo com quantidades e tempos pré-definidos. Isso depende exclusivamente de você:

Saindo da fossa e voltando à vida

Antes de tudo, desfrute de sua dor de cotovelo: chore o que tiver de chorar (não na frente dele, tente evitar este tipo de cena). Pode ser que você se sinta mal, queria ficar quieta no seu canto por algum tempo. O fim nunca é fácil, mas o único modo de fazer com que passe é justamente enfrentando sem adiar a experiência. Vivencie sua tristeza e exorcize o que tiver de ser exorcizado antes de “voltar a vida”. Para isso não existe um tempo cedo: voltar ao jogo rapidamente com o argumento de que “a fila anda” mas sem estar preparada não é um bom negócio.

Isso não significa que você terá permissão para passar o resto da vida se lamuriando por ter escutado um “não”. Por mais atrativa que o isolamento ou a solidão pareça ser – lembrando que isso não é a mesma coisa que estar sozinha – é preciso tocar a vida e seguir em frente. Ouvir um “não” e levar um fora não é o fim do mundo, portanto prepare-se para deixar seu refúgio seguro regado a lamentações e músicas melosas para finalmente reconstruir-se.

Faça o que gosta, procure sair, estudar, viajar. Distraia-se, tente coisas novas, faça novos amigos e cuide de si mesma. Não tenha pressa de conhecer algum outro alguém: não use outra pessoa como muleta. O caminho para deixar a fossa de lado é responsabilidade sua e não de outra pessoa.

Talvez demore um pouco, afinal não existe um tempo certo para que aconteça, mas quando menos esperar, o que parecia ser o fim do mundo vira apenas uma lembrança distante. Talvez desagradável, pois ninguém gosta de remoer tristezas ou rejeições, porém inofensiva. E vida nova! Há todo um caminho pela frente.

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