Discurso de Dilma na ONU contra espionagem

Discurso de Dilma na ONU contra espionagem

Nesta terça-feira (24), a presidente Dilma Rousseff marcou presença na 68ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York. Em seu discurso, ela criticou as…

Por Isabella Moretti em 25/09/2013

Nesta terça-feira (24), a presidente Dilma Rousseff marcou presença na 68ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York. Em seu discurso, ela criticou as ações de espionagem que a Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos está realizando, tanto no Brasil como em outros lugares do mundo.

Dilma discursou contra a espionagem dos EUA. (Foto:Divulgação)

Dilma ficou bem incomodada com as a intercepção de informações que acometeram o Brasil. No ultimo dia 17, ela adiou a visita de Estado que faria Washington, nos Estados Unidos, por causa das denúncias.

O discurso de Dilma contra a espionagem

Dilma foi a primeira chefe de estado a discursar na assembleia. Ela falou durante 23 minutos para as delegações de 190 países, procurando destacar que a espionagem fere o direito internacional e também afronta os princípios que conduzem as relações entre os países.

Antes de começar a criticar a espionagem dos EUA no Brasil, Dilma lamentou o atentado terrorista no Quênia, que aconteceu semana passada e matou 50 pessoas.

Bem confiante e objetiva, a presidente do Brasil discursou: “Quero trazer à consideração das delegações uma questão à qual atribuo a maior relevância e gravidade. Recentes revelações sobre as atividades de uma rede global de espionagem eletrônica provocaram indignação e repúdio em amplos setores da opinião pública mundial”.

A presidente do Brasil não concorda com a ideia de que a espionagem americana serve para proteger os cidadãos contra o terrorismo. (Foto:Divulgação)

Em sua fala, Dilma fez questão de ressaltar que os dados pessoais de cidadãos foram interceptados de forma indiscriminada. As informações de empresas com alto valor econômico também estiveram na mira da espionagem.

Dilma Rousseff declarou ainda que não concorda com a ideia de que a espionagem americana serve para proteger os cidadãos contra o terrorismo.

A presidente do Brasil afirmou ainda: “Jamais pode o direito à segurança dos cidadãos de um país ser garantido mediante a violação de direitos humanos fundamentais dos cidadãos de outro país”. Dilma fez questão de defender as condições do país que representa, declarando que ele é pacífico, democrático e sem histórico de terrorismo.

Muito firme em seu discurso, Dilma falou que o Brasil sabe se defender e não dá abrigo aos grupos terroristas. Ela relembrou os seus tempos de luta contra a ditadura militar na juventude e também garantiu que vai defender, com unhas e dentes, o direito à privacidade.

O discurso de Dilma virou notícia internacional. (Foto:Divulgação)

A presidente do Brasil pediu para que a ONU desempenhe papel de liderança para regular o comportamento dos estados com relação às tecnologias. Ela ressaltou ainda a importância de não transformar a internet em um novo campo de batalha entre os estados.

Repercussão do discurso de Dilma

O presidente Barack Obama, que discursou na assembleia da ONU logo após Dilma Rousseff, tomou notas das queixas da chefe de estado do Brasil. Ele falou que os Estados Unidos estão repensando as atividades de vigilância.

O discurso de Dilma sobre espionagem ganhou destaque nos principais jornais internacionais. O jornal britânico The Guardian definiu a presidente como “feroz”. Já o “The New York Times” considerou a fala da presidente como uma “denúncia quente” contra os EUA.

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