Dicas: Saiba como evitar o endividamento

O acréscimo da taxa de descumprimento do consumidor de 5,34% no ano passado, publicado no início da semana, pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção…

O acréscimo da taxa de descumprimento do consumidor de 5,34% no ano passado, publicado no início da semana, pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), não foi uma maravilha. Ao menos é o que afirma Ronaldo Domingos, presidente do Instituto DSOP de Educação Financeira.

“Nos últimos anos observamos uma grande festa do consumo, a oferta de crédito foi muito grande e as pessoas não projetaram seus gastos para o futuro. Isso, somado com à falta de educação financeira, faz com que o reflexo seja sentido agora com o crescimento do número de consumidores que não conseguem arcar com seus compromissos”, explica.

Para agravar ainda mais o caso, os juros bancários são exagerados e segundo o especialista a maior parte dos brasileiros apela para empréstimos e linhas de crédito. No entanto, usar essas alternativas sem conhecer detalhes do funcionamento do sistema, é uma das facetas do procedimento de risco financeiro mais comum na cultura de endividamento.

Série de endividamento

De acordo com o especialista, a série do endividamento se compõe de “causas” como analfabetismo financeiro, consumismo, marketing publicitário e crédito fácil; de “meios” como cheque especial, cartão de crédito, crediário, empréstimo; de “efeitos” como problemas matrimoniais, problemas de saúde, retrocessos e faltas no trabalho.

“Para quebrar esse ciclo é necessário ajudar a ampliar o repertório da população sobre finanças, de forma consistente e carregada de sentido prático, para que assimilem, o mais cedo possível, a importância do equilíbrio financeiro para o bem-estar individual e social”, afirma.

Em geral, Ronaldo explica que o ciclo financeiro acompanha o seguinte ritmo: se a prestação do apartamento ou do veículo está cabendo no orçamento, o indivíduo passa a quitar todas as outros gastos no cartão de crédito, idealizando que assim sobrará recurso para quitar suas principais dívidas.

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Dentro de meses, todavia, já que não conseguirá pagar a fatura o cartão e passará a liquidar a parcela mínima , até que entre algum recurso extra. Porém isso não ocorre e a solução é apelar ao cheque especial.

Chega o começo do mês seguinte a história se repete. O salário auferido é suficiente apenas para quitar o limite do cheque especial. Junto procede o débito alusivo aos juros do período, mais a parcela mínima do cartão seguido de juros. Sem opção, deixa-se de quitar a prestação do apartamento ou do veículo.

Quando se dá conta, o indivíduo está endividado de todos as formas, correndo o risco de ficar inadimplente e sem limites de crédito. Existe quem atente a própria exoneração para utilizar a remuneração dos direitos trabalhistas para resolver o problema. Porém, quando se dão conta de que o valor não será suficiente, procuram um empréstimo. E assim sucede até chegar ao fundo do poço.

De acordo com o especialista, a saída é realizar um levantamento de todas as contas, separando por itens em “fundamentais e “não fundamentais”, priorizando a liquidação das fundamentais para evitar o corte de serviços necessários. Deve ainda priorizar as contas que possuem as taxas de juros mais elevadas, as quais serão as dos empréstimos contraídos junto ao sistema financeiro.

Se assim for, o ideal é procurar o gerente e solicitar que junte em um mesmo pacote as dívidas de cheque especial, cartão de crédito e outros empréstimos e adotar uma linha de crédito distinta, mais estendida, com juros médios de 2,5%, cujo pagamento seja menor que o estimação total dos juros, já que o indivíduo saldava por mês.

A partir desse ajuste com a agência bancaria, o devedor estará liquidando não mais só os juros, e sim o valor básico, fazendo com que a dívida seja liquidada ao longo do andamento. Se não houver possibilidade de ajuste, com a entidade financeira ou se a parcela ajustada não couber no orçamento, será melhor economizar para quando for procurado pela companhia de recuperação de crédito convencionadas pelas agências, tenha melhores condições de negociar a quitação em valores menores.

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