Desigualdade: Ricos tem renda até 39 vezes maior que os mais pobres, diz Censo

Ainda que pesquisas assinalem quedas contínuas na desigualdade de renda no Brasil, dados do Censo 2010 publicados nesta quarta-feira (16) mostram que os 10%…

(Imagem: Foto divulgação)

Ainda que pesquisas assinalem quedas contínuas na desigualdade de renda no Brasil, dados do Censo 2010 publicados nesta quarta-feira (16) mostram que os 10% mais ricos no país, possuem renda média mensal 39 vezes maior do que a dos 10% mais pobres.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os 10% mais pobres auferiam apenas 1,1% do total do faturamento. Já os 10% mais ricos embolsaram 44,5% do total. Outro retalho mostra o rendimento médio no grupo do 1% mais rico: R$ 16.560,92. Os dados são válidos para 101,8 milhões de pessoas com mais de 10 anos. A renda média mensal verificada doi de R$ 1.202. Levando em conta pessoas de todas as idades, o instituto calculou a renda média mensal de R$ 688. No entanto, o censo adverte que metade da população recebia até R$ 375 mensais.

O instituto também divulgou que os municípios de médio porte, com população entre 10 e 50 mil residentes, foram os que proporcionaram a maior incidência de pobreza. Enquanto a dimensão de habitantes que viviam com até R$ 70, em média de 6,3% no país, nas cidades de 10 mil a 20 mil residentes esse porcentual era de 13,7%, com metade das pessoas vivendo com meio salário mínimo. Já nos municípios com população superior a 500 mil residentes, menos de 2% recebriam até R$ 70 e cerca de 25% vivia com até meio salario mínimo de faturamento domiciliar per capita.

De acordo com o IBGE, entre as capitais, as que se manteram-se em melhores níveis de faturamento domiciliar per capita foram as regiões Sul e Sudeste. O maior valor registrado foi de R$ 1.573 em Florianópolis, Santa Catatina. Entre as capitais, a pior situação foi computada em Macapá, com rendimento domiciliar de R$ 631, com metade dos habitantes recebendo até R$ 316.

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No Brasil, os faturamentos médios mensais dos brancos (R$ 1.538) e dos amarelos (R$ 1.574) são quase o dobro ao valor dos grupos de pardos (R$ 845),negros (R$ 834) ou indígenas (RS 735). Entre as capitais, enfatizaram-se Salvador, Recife e Belo Horizonte.

Já na extensão entre homens e mulheres, eles ganhavam em média 42% a mais que elas (R$ 1.395, contra R$ 984). No grupo das cidades com até 50 mil residentes, eles embolsavam em média 47% a mais do que elas (R$903 ante R$615). Já nas cidades com mais de 500 mil residentes, eles auferiam em média R$ 1.985 em média, contra R$ 1.417, uma diferença de quase 40%.

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