Crise perda de fôlego

Crise perda de fôlego é um problema que costuma deixar mães e pais assustados, quando seus filhos pequenos começam a chorar, ficam com o…

Por Andre em 16/07/2014

Crise perda de fôlego é um problema que costuma deixar mães e pais assustados, quando seus filhos pequenos começam a chorar, ficam com o rosto pálido e os lábios roxos (ou todo o rosto, às vezes) e sofrem com a falta de ar, chegando, em algumas oportunidades, até a desmaiar, situação que costuma provocar pânico também nas pessoas que estão por perto.

A crise da perda de fôlego costuma aparecer durante o choro exagerado, quando a criança se sente contrariada (Foto: Divulgação)

Todo esse temor se deve à sensação de que a criança vai morrer, principalmente nas primeiras vezes em que a crise da perda de fôlego aparece, fazendo com que o integrante mais novo da família fique “apagado” durante alguns segundos, recuperando a consciência logo em seguida.

De acordo com pediatras, essa perda de fôlego nas crianças geralmente ocorre entre os 6 meses e os 3 anos de idade. Mas em alguns casos, pode se estender até os 5 anos, aumentando o número de crises ao dia (de quatro a cinco vezes), quando então elas desaparecem por completo.

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Crise perda de fôlego

Crise perda de fôlego (Foto: Divulgação)

Ao contrário do que muita gente possa imaginar, a crise perda de fôlego é um problema que chega a ser considerado até natural por alguns especialistas e não deixa nenhum dano ou sequela na criança.

Na verdade, trata-se de uma crise que normalmente surge após a criança ouvir um “não”, durante uma brincadeira ou algo de errado que ela esteja fazendo, passando a se sentir contrariada. Ela também pode surgir após a criança tomar um susto ou sofrer uma queda.

Como reação à essa situação de contrariedade e frustração, a criança começa a chorar e, de repente, surgem os sintomas da crise da perda de fôlego, citados no início do texto. Por causa das motivações para que o problema apareça, ela também costuma ser chamada de “crise de birra”.

Mas para ter certeza de que realmente se trata da perda de fôlego, é preciso descartar outros problemas, como crise convulsiva (epilepsia) ou causas cardiológicas, entre outras, consultando um médico assim que a crise ocorrer pela primeira vez.

Como lidar com a crise da perda de fôlego

A melhor forma de lidar com a crise perda de fôlego é evitar mimar demais as crianças e não ceder às pressões dela (Foto: Divulgação)

A melhor forma de lidar com esse tipo de crise é manter a calma sempre que ela ocorrer, pois os sintomas duram poucos segundos e a criança logo volta ao normal. Entrar em desespero só vai deixar a criança mais assustada e pode atrapalhar a recuperação.

O “tratamento da crise da perda de fôlego” consiste em adequar as relações com a criança, evitando mimá-la demais e deixando de ceder às pressões dela, pois assim ela poderá lidar melhor com as situações de contrariedade e frustração, não apelando mais para o choro exagerado.

Dependendo do caso, uma orientação psicológica pode ajudar na prevenção da crise da perda de fôlego. E ainda vale lembrar que é necessário levar a criança para um pediatra após a primeira crise. Lembre-se: mesmo com as dicas acima é muito importante que o pediatra do seu filho esteja a par do que está acontecendo e assim lhe passar mais informações sobre isso.

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