Crianças excluídas durante as brincadeiras são mais sedentárias

Crianças ao serem excluídas por outras crianças, mesmo que por pouco tempo, tendem a ser menos ativas, de acordo com uma pesquisa conduzida pela…

Por Editorial MDT em 08/02/2012

Imagem: (Foto Divulgação)

Crianças ao serem excluídas por outras crianças, mesmo que por pouco tempo, tendem a ser menos ativas, de acordo com uma pesquisa conduzida pela Universidade de Kent, nos EUA, e divulgada no início da semana no periódico Pediatrics. É o primeiro estudo a avaliar as consequências do ostracismo infantil na seleção das atividades físicas dos jovens.

A pesquisa realizou dois tipos de análises experimentais com 19 crianças, sendo 11 garotos e oito garotas com idades entre 8 e 12 anos. Em cada análise, que apresentou uma duração de 30 minutos, as crianças deveriam jogar um videogame que simulava uma brincadeira com bola virtual. Na primeira análise o jogo estava planejado para que as crianças interagissem com outras, já na segunda, elas eram levadas para um ginásio onde poderiam escolher qualquer atividade que desejassem.

Os especialistas notaram que, quando as crianças eram deixadas de lado durante a brincadeira, elas passavam 41% mais tempo em atividades sedentárias na escola, como fazendo desenhos, palavras cruzadas e lendo livros, do que em atividades, como pular corda, jogar basquete e futebol.

Além disso elas ainda apresentavam contagem 22% menor no acelerômetro usado no estudo para avaliar a intensidade das atividades. No entanto, surpreendentemente, as crianças afirmaram aos pesquisadores que gostaram das atividades depois do jogo do mesmo modo, tendo experimentado ou não o ostracismo.

Outros estudos já haviam associado o ostracismo com jovens que comem mais, mas essas novas decorrências apontam outra explicação para a exclusão que leva à obesidade. “Essas descobertas são preocupantes. A falta de atividades físicas e o engajamento em comportamentos sedentários em crianças e adolescentes são relacionados com a obesidade e com vários outros problemas de saúde”, afirma Jacob Barkley, um dos autores do estudo.

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