Consumo de ômega-3 reduz riscos de arritmia cardíaca

Pessoas com mais de 65 anos e com coeficientes altos de ácidos graxos ômega-3 no sangue possuem pouco mais de 29% menos chances de…

Por Editorial MDT em 07/02/2012

Imagem: (Foto Divulgação)

Pessoas com mais de 65 anos e com coeficientes altos de ácidos graxos ômega-3 no sangue possuem pouco mais de 29% menos chances de desenvolverem arritmia cardíaca, segundo uma pesquisa divulgada no Circulation. De cada 100 pessoas, 25 desenvolveram o distúrbio – com o uso do óleo, esse indicador poderia baixar para 17 casos em 100.

Nos EUA, nação onde foi realizada a pesquisa, 9% da população desenvolve a fibrilação atrial depois dos 80 anos. O ritmo do coração anormal, discordado, pode acarretar insuficiência cardíaca ou mesmo levar ao infarto. Atualmente, há poucos tratamentos para essa situação, e eles se concentram na prevenção de infartos com o uso de medicamentos para afinam o sangue, e deste modo, evitam o desenvolvimento de coágulos.

“Um risco 30% menor de desenvolver uma arritmia cardíaca crônica é um número considerável”, diz Dariush Mozaffarian, autor do estudo e professor na Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard. O ácido graxo ômega-3 é usualmente localizado em peixes, mas sua concentração pode variar em até 10x de um tipo de peixe para outro.

Pesquisa

Para obter uma medida exata da quantidade de óleo de peixe consumido pelos participantes, os especialistas recolheram amostras de sangue de pouco mais de 3.000 pessoas com mais de 65 anos, os quais foram acompanhados por 14 anos. Neste intervalo, 789 participantes haviam desenvolvido o distúrbio.

Entre aqueles que apresentavam 25% de níveis mais altos de ômega-3 no sangue, havia uma diminuição de 30% nos riscos de desenvolver o distúrbio. “Essa redução é significativa”, diz Alvaro Alonso, professor na Universidade de Minnesota e membro da equipe de pesquisadores. De acordo com Alonso, uma diminuição de 30% nos riscos quer dizer que, em vez de 25, somente 17 a desenvolveriam a doença.

Segundo o especialista, mais pesquisas são necessárias para que se entenda como o óleo de peixe, consumido até como um suplemento alimentar, pode ser empregado de modo preventivo contra a arritmia cardíaca.

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