Conheça o TDAH: Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade

  O TDAH é uma desordem neuropsiquiátrica, de causas genéticas, que ocorre mais comumente na infância e que pode acompanhar o indivíduo até a…

 

O TDAH é uma desordem neuropsiquiátrica, de causas genéticas, que ocorre mais comumente na infância e que pode acompanhar o indivíduo até a fase adulta. Por ser o transtorno mais comum na infância é uma das desordens mais estudadas.

Estima-se que o TDAH acomete cerca de 5% a 10% da população infantil (idade escolar) mundial, de 2% a 6% dos adolescentes e, pasmem, cerca de 2% dos adultos. Mesmo perante esses dados, há pessoas que ainda duvidem de sua existência. Para se ter uma ideia da sua importância e para afirmar sua existência, é um transtorno reconhecido pela Organização Mundial da Saúde e, em alguns países, como os Estados Unidos, os portadores são protegidos por lei quanto a receberem tratamento diferenciado na escola.

O quadro clínico do TDAH é estabelecido sobre três pilares clínicos:

  •  Desatenção;
  • Impulsividade;
  • Hiperatividade/inquietude.

Para que consideremos que um indivíduo seja portador de TDAH é necessário além da presença dos sinais clínicos, que haja história de dificuldades de convívio familiar e social, assim como queda de performances acadêmica e/ou do trabalho.

A partir da intensidade e das manifestações clínicas, podemos enquadrar o indivíduo portador dentro das três formas: mista, forma predominantemente desatento e a forma predominantemente hiperativa/impulsiva.

Quanto à etiologia da doença, não existe um fator único, estando algumas condições ambientais e genéticas implicadas em seu desenvolvimento, entretanto não existe relação nenhuma quanto ao processo de educar os filhos ou conflitos psicológicos. Pesquisas mostram que portadores de TDAH possuem alterações na região frontal do cérebro e suas conexões com o resto dele, resultando em alteração de substâncias responsáveis pelo transporte de informação neurônio-neurônio (neurotransmissores). Os fatores de risco envolvidos estão:

  • História positiva para portadores na família;
  • Substâncias ingeridas durante a gravidez, com especial atenção ao álcool e bebidas alcoólicas;
  • Sofrimento fetal ocasionado durante o parto;
  • Exposição ao chumbo;
  • Problemas familiares, porém estes agravam os sintomas, não o provocam.
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O diagnóstico quanto ao TDAH é eminentemente clínico, portanto qualquer dúvida ou esclarecimento procure um profissional da saúde apto a investigar, diagnosticar e até mesmo tratar o caso a ser explorado.

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