Como Vencer a dor de Perder um Filho

Quando falamos em dor ou em sofrimento, um número sem fim de coisas pode vir a nossa mente. Algumas delas temos até medo em…

Por Editorial MDT em 07/08/2011

Quando falamos em dor ou em sofrimento, um número sem fim de coisas pode vir a nossa mente. Algumas delas temos até medo em pensar ou cogitar, mas e quando aquela que é chamada de “a maior das dores” está diante de nós?

Esta dor é aquela que se sente diante da perda de um filho. Uma das mais ou senão a mais temida delas. Podemos dizer que perder um filho é algo que vai contra a natureza, tanto que sequer há um nome que designe quem passe por isso.

Se há muito tempo atrás, em tempos que sequer conseguimos cogitar, e as famílias eram imensas, esse panorama poderia ser comum diante de doenças sem cura e falta de tratamentos e infraestrutura básica, hoje isso parece irreal. A estrutura e o empenho na criação de um filho mudou assim como a família também encolheu, aumentando o apego, investimento e os planos de futuro em torno daquele que é a nossa continuação no mundo. O problema é que isso não tem uma solução, não sendo uma dor que se resolva de uma maneira tão fácil quanto pode ser a cura de uma doença incômoda. Trata-se de uma dor com a qual deve-se conviver.

Não existe uma anestesia para essa dor. Não existe uma cura ou um antídoto mas existe a superação do luto.

Como lidar com a perda e o luto?


De acordo com a matéria “Luto do Filho: a dor que não tem nome”, publicada no site da revista Marie Claire, o período de luto é um processo de mudança em que a família vai ter de aprender a viver sem aquele que partiu e a certeza que fica é a de que quem vivencia essa perda não volta a ser a pessoa que era antes.

Não existe uma maneira certa ou uma maneira ideal. Cada família age de acordo com seus próprios preceitos e crenças mas a certeza é de que o enlutado precisa desfrutar de toda a ajuda e o apoio que conseguir, seja da família, dos amigos, da religião ou ajuda especializada. Também não existe um tempo pré-determinado para que o luto acabe. Isso varia de acordo com quem o sofre, mas é preciso ressaltar a ideia de quem ela deve voltar a rotina, pois isso contribui para a percepção do fato de que a vida continua. Porém não se apresse nem apresse quem está de luto pois a dor precisa ser vivida, por mais difícil que seja entender a situação.

Para quem deseja ajuda especializada, existem locais que podem prestar assistência a respeito do assunto:

– Associação de mãe e familiares de vítimas de violência, TEL. (27) 3233-9139, VITÓRIA (ES);

– Associação de perdas irreparáveis (API), TEL. (31) 3282-5645, BH (MG);

– Casulo,  TEL. (11) 3891-2576, SP (SP);

– Clínica psicológica Ana Maria Poppovic, (11) 3670-8041, SP (SP);

– Day Care Center, TEL. (11) 3064-7769, SÃO PAULO (SP)

– Fundação Thiago de Moraes Gonzaga, TEL. (51) 3231-0893, PORTO ALEGRE (RS);

– Grupo Afago, TEL. (61) 345-9447, BRASÍLIA (DF);

– Quatro Estações, TEL. (11) 3891-2576, SP (SP).

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