Como Tirar Fotos Legais na Viagem

É difícil que alguém volte de uma viagem sem ter tirado nem uma foto, sequer. Os celulares, as novas câmeras pequenas e muito eficazes,…

Por Redacao em 30/06/2011

É difícil que alguém volte de uma viagem sem ter tirado nem uma foto, sequer.

Os celulares, as novas câmeras pequenas e muito eficazes, os Ipads, Ipods, Itouchs, tablets e outras engenhocas, integram lentes minúsculas e muito precisas.

Assim, não há mais desculpa, nem para falta de equipamento, nem para ausência de habilidade, pois os aparelhos fazem quase tudo sozinhos, menos apertar o botão de disparo. Foco, distância, enquadramento, profundidade e luminosidade são itens programados “de fábrica” e se, mesmo assim você conseguir estragar uma foto, pode conserta-la posteriormente, com os programas de edição dos próprios aparelhos.

A grande questão passa a ser, ao invés de “como” fotografar, “o que” deixar deixar registrado, uma vez que a habilidade de descobrir o mais importante em termos de lembrança de viagem, não é fornecida com a caixa do produto.

Fotografia é um tipo de arte. Não que seja preciso ter estudado, ou ter um instinto especial para o feito, mas é bom levar a sério a experiência. Imagens incríveis são clicadas por amadores, por crianças e até por completos despreparados, com equipamentos básicos e em situações adversas.

Então, o que é que você precisa saber para guardar os melhores momentos de sua viagem, da melhor maneira possível?

Para começar, pense que os lugares sempre estarão lá, o que muda é a situação. Uma fonte numa praça histórica é o cartão postal da cidade, produzido por um fotógrafo profissional, com a lente certa e a hora do dia propícia. Mas… Se naquela fonte, na hora em que você estava passando havia um passarinho, já é totalmente diferente! Se quer ter apenas a imagem da fonte, compre o postal. Se quer guardar a imagem de uma fonte que só você viu, fotografe.

Assim, o que importa em termos de paisagem são as coisas relacionadas ao olhar e às situações que ocorrem no local.

Algumas pessoas insistem em colocar personagens para “rechear” as paisagens. No final, você tem dezenas de imagens com as mesmas pessoas, na mesma pose, trocando só o fundo. E perceba um fato interessante: quase sempre as pessoas fazem a mesma “cara” e se posicionam na mesma ordem…

Fotografar é registrar o inusitado, aquilo que não acontece normalmente. Você pode argumentar dizendo que “normalmente não está em Paris” e tem razão! Mas viu a cidade em filmes, em fotos, na internet, nos álbuns de viagem de outras pessoas… E o que não encontrou em nenhum registro? Procure por isso e fotografe!

Saindo do assunto da paisagem e da natureza, chegamos ao mais delicado: pessoas.

Fotografar pessoas é muito mais difícil se está preocupado apenas com a forma. Da mesma maneira que no caso da paisagem é preciso procurar pelo inusitado, no caso das pessoas, busque as reações.

Alguns exemplos:

Caso 1: o portal de entrada de um parque de diversões e seu filho, de costas para a bilheteria.

Caso 1, com reação: você, dentro do parque de diversões focando seu filho que está entrando e vendo a maior montanha russa que já encontrou.

Caso 2: a feira de comidas típicas da cidade. Seus familiares ou amigos de costas para a barraca de bebidas.

Caso 2, com reação: o primeiro gole de todos, ao mesmo tempo.

Conseguiu notar a diferença? Registre momentos e reações e nunca, mesmo que vá todos os anos para o mesmo lugar, terá fotos iguais para guardar.

 

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