Élida Santos 11/02/2013 Notícias

O Papa Bento XVI declarou pessoalmente a renúncia a seu pontificado, nesta segunda-feira, 11 de fevereiro, durante um discurso feito em reunião de Cardeais para a canonização de três mártires. A renuncia será formalizada no dia 28 de fevereiro. O novo Papa será escolhido pelo conclave de cardeais, e deve acontecer até a Páscoa. Bento alegou que não tem mais forças para exercer suas obrigações graças a idade avançada. O representante da igreja católica possui 85 anos.

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Bento XVI renunciou ao cargo na Igreja Católica (Foto: Divulgação)

Entenda como funciona a escolha de um Papa

A Igreja Católica precisa de um novo Papa até a Páscoa, onde é celebrada a ressureição de Cristo. De acordo com o porta-voz da religião com maior quantidade de fiéis no Brasil, será realizado um conclave (reunião de cardeais para escolha de um novo líder religioso) em 15 a 20 dias depois da renúncia oficial de Bento.

Dinâmica da votação para escolha de um Papa

A Igreja Católica mudou muitas vezes o modo como o Papa é escolhido, sendo que em 21 de novembro de 1970, Paulo VI definiu as características atuais do colégio eleitoral do líder da religião. A idade limite de um cardeal para participar da eleição que escolhe um Papa é de 80 anos. A quantidade de cardeais que podem participar dessa disputa são 120. João Paulo II confirmou essas regras em fevereiro de 1996 em sua constituição apostólica ‘Universi Domini Gregis’.

A primeira parte desse processo é a entrada dos cardeais em conclave em no mínimo 15 dias e no máximo 20 dias a morte ou renuncia de um Papa. O mais comum é que esses líderes religiosos ficam na função até o fim da vida, mas dessa vez o caso é outro. Quando os candidatos a Papa são reunidos passam em cortejo da Capela Paulina até a Sistina. Depois, as portas são fechadas, as chaves retiradas, e o isolamento é garantido pelo cardeal carmelengo no interior do local, e pelo prefeito da Casa Pontíficia no exterior.

O novo Papa deve ser escolhido em 20 dias (Foto: Divulgação)

Candidatos a Papa tem que votar em outros cardeais

Os cardeais não podem votar em si mesmo e devem, um por vez, prestar juramento de respeito ao voto secreto e de aceitação do resultado. Eles juram também que renunciarão jamais a reivindicação da plenitude dos direitos de pontífice romano. A votação para escolha do Papa é realizada em papel. Para ser eleito o candidato deverá ter pelo menos dois terços dos votos. Em caso de divergência, uma votação pela maioria absoluta acontecerá. Após cada sessão, os papéis da votação são queimados. Se não tiver uma definição, mesmo assim, uma substância química é colocada aos votos que queimam para produzir uma fumaça escura, que sai pela chaminé do telhado do Palácio do Vaticano. Se tiver uma definição, a fumaça ficará branca.

Se o resultado é alcançado o decano dos cardeais imediatamente questiona ao eleito se ele aceita a eleição. Se este for o caso, o escolhido, finalmente, torna-se Papa e sua jurisdição passa a ser exercida imediatamente para a Igreja Católica. O novo Papa precisa declarar o nome escolhido como pontífice, que será utilizado de agora em diante.

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