Como se Desenvolve a Bulimia Nervosa?

Bulimia Nervosa Na bulimia nervosa as pessoas ingerem grande quantidade de comida, episódios esses chamados de “compulsivo ou episódios bulímicos. Depois de ingerir os…

Por Redacao em 20/03/2009

Bulimia Nervosa

Bulimia Nervosa

Na bulimia nervosa as pessoas ingerem grande quantidade de comida, episódios esses chamados de “compulsivo ou episódios bulímicos. Depois de ingerir os alimentos eles utilizam de métodos compensatórios, tais como vômitos auto-induzidos, uso de laxantes ou diuréticos como forma de evitar o ganho de peso pelo medo excessivo de engordar. Diferente da anorexia nervosa, a bulimia não apresenta perda de peso, o que torna mais difícil o diagnóstico da doença.
A bulimia ocorre mais frequentemente em mulheres jovens, mas também pode acontecer com homens e mulheres mais velhas.

A doença pode ter como consequência algumas complicações médicas:

– Inflamação na garganta (inflamação do tecido que reveste o estômago pelos efeitos do vômito);

– Face inchada e dolorida;

– Cáries dentárias;

– Desequilíbrio eletrolítico;

Vômitos com sangue;

– Dores musculares e câimbras.

A bulimia é uma síndrome multideterminada por uma mescla de fatores biológicos, psicológicos, familiares e culturais.

A bulimia se desenvolve lentamente, e leva tempo para se perceber que alguém tem bulimia nervosa. A característica principal é o episódio de comer compulsivo, acompanhado por uma sensação de culpa e descontrole o que, às vezes, acontece secretamente. Os comportamentos direcionados ao controle de peso incluem jejum, vômitos induzidos, uso de laxantes, diuréticos e exercícios físicos extenuantes. O diagnóstico requer cuidado em verificar se os episódios se repetem pelo menos duas vezes por semana durante três meses. O medo de engordar é o sentimento que motiva a pessoa a desenvolver o quadro.

A bulimia nervosa acomete meninas adolescentes em torno dos 17 anos. Pessoas com essa doença têm vergonha de seus sintomas, evitam comer em público e evitam também lugares como praias e piscinas onde precisam mostrar o corpo. À medida que a doença se desenvolve, essas pessoas só se interessam por assuntos relacionados a comida, peso e forma corporal.

É indispensável a ajuda psiquiátrica individual ou em grupo, farmacoterapia e abordagem nutricional em nível ambulatorial no tratamento da doença.

As medicações antidepressivas também têm se mostrado bastante eficazes no tratamento.

A abordagem nutricional tem como objetivo estabelecer um hábito alimentar mais saudável, eliminando o ciclo de compulsão alimentar/purgação/jejum.

A orientação e terapia familiar se tornam extremamente necessária já que a família tem um papel importantíssimo na recuperação do paciente.

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