Como reconhecer riscos de obesidade em crianças

A ocorrência de obesidade tem aumentado de forma epidêmica. Vários estudos tem demonstrado que os fatores desencadeantes dessa doença mundial são múltiplos: psicológico, sociais,…

A ocorrência de obesidade tem aumentado de forma epidêmica. Vários estudos tem demonstrado que os fatores desencadeantes dessa doença mundial são múltiplos: psicológico, sociais, econômicos e biológicos.

A alimentação adequada desde os primeiros anos de vida tem um caráter decisivo no possível desenvolvimento de doenças como a obesidade, que poderão, no futuro, comprometer a saúde do indivíduo. Estudos mostram que a família tem um papel fundamental no contexto do excesso de peso, cabendo aos pais prevenir a obesidade e saber identificá-la precocemente, para que as medidas necessárias sejam tomadas. Veja a seguir alguns sinais de alerta:

Fatores de risco:

Os principais fatores de risco na criança, assim como no adulto, são a predisposição genética, o estilo de vida e os hábitos alimentares. É importante ficar atento com:

  • Sedentarismo: as crianças geralmente não entendem a importância do exercício físico, por isso precisam ser estimuladas a praticar atividades;
  • Alimentação: é importante que os pais tenham controle sobre a dieta alimentar; restringindo a ingestão de guloseimas, frituras e fast foods e estimulando a ingestão de vitaminas, proteínas e fibras presentes em verduras, legumes, frutas e carne magra;
  • Família: deve-se dar atenção à existência de familiares obesos, não só pelo fator genético, mas principalmente porque este pode ser um indicador de mau hábito alimentar familiar;
  • Fatores psicológicos: ansiedade e depressão podem desencadear transtornos como a compulsividade alimentar, levando à obesidade.

Medidas de prevenção:

  • Seguir as recomendações de alimentação de acordo com a faixa etária da criança, que sofre discretas modificações de acordo com a fase do desenvolvimento e atividade física,  que deve ser indicada por profissional qualificado;
  • Desestimular a ingestão de salgadinhos, balas e doces, substituindo-os por frutas, sucos e verduras. Se esse hábito for desenvolvido desde cedo, a criança não apresentará dificuldade de aceitação dessa dieta, que deve ser oferecida de maneira a aguçar a curiosidade e o paladar –vitaminas diversificadas (uma dica é ousar na decoração dos copos), sorvete de frutas (light), salada de frutas, uso de legumes da decoração dos pratos para refeição;
  • Eliminar os alimentos gordurosos da dieta da família;
  • Estimular a ingestão abundante de água – capaz de ajudar nas funções metabólicas;
  • Estimular atividade física;
  • Aguçar a curiosidade da criança sobre os benefícios de uma dieta balanceada, a fim de que a própria criança fique atenta para com os alimentos que faz uso;
  • A criança obesa não deve ser a única a fazer dieta, a família toda deve participar ativamente desse processo, para estimular a mudança permanente dos hábitos alimentares inadequados.
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É importante fazer desse estilo de vida uma atividade prazerosa, na qual a criança terá o apoio e participação dos pais, pois cobranças rigorosas podem levar à frustração, dificultando o alcance de bons resultados.

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