Cirurgia plástica: preciso mesmo fazer?

O número de adeptas da cirurgia plástica não para de aumentar, e esse tipo de intervenção já é considerada por algumas mulheres como a…

O número de adeptas da cirurgia plástica não para de aumentar, e esse tipo de intervenção já é considerada por algumas mulheres como a solução para todos os problemas, o que não é bem a realidade. Fique por dentro do assunto e saiba quando é realmente preciso fazer plástica.

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Muitas mulheres acham que a cirurgia plástica é a solução para todos os problemas. (Foto: divulgação)

Quando a plástica é realmente necessária

A cirurgia plástica tem por finalidade reconstruir parte do corpo, seja por motivos médicos ou simplesmente estéticos. Esse tipo de medicina se desenvolveu seguindo duas vertentes, a primeira é a plástica reparadora, que tem o objetivo de corrigir deformações congênitas ou adquiridas, como no caso de lábios leporinos, paciente mastectomizada ou vítimas de queimaduras e traumas. A segunda vertente é a plástica estética, realizada pelo paciente que simplesmente deseja melhorar algum aspecto físico.

Para saber se a cirurgia é realmente necessária, o primeiro passo é determinar em qual perfil o paciente se enquadra. A plástica reparadora é sempre recomendada, pois é capaz de devolver a autoestima e qualidade de vida ao paciente. Já nos casos de quem deseja apenas melhorar a aparência, é preciso pensar um pouco mais a respeito do assunto, pois às vezes o procedimento pode ser desnecessário e até mesmo prejudicial.

A plástica reparadora é sempre bem-vinda. (Foto: divulgação)

A importância de ouvir a opinião do cirurgião

Ao identificar alguma parte do corpo que causa desconforto, o paciente que busca melhorar a aparência deve procurar auxílio de médico especialista, que é capaz de avaliar se realmente existe algo que possa ser melhorado. É muito importante ter uma conversa franca com um cirurgião de confiança, pois uma parcela dos pacientes que procuram consultórios de estética sofrem de um problema psiquiátrico denominado “dismorfia”, um transtorno de imagem em que o paciente se preocupa excessivamente com um problema físico que às vezes é imaginário, e uma cirurgia plástica poderia acabar piorando o problema, ao invés de resolvê-lo.

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Transtorno dismórfico corporal

A dismorfia corporal é um problema que crescente entre as mulheres, muito provavelmente devido à cobrança por estar sempre bela. Cerca de 10% dos pacientes de cirurgia plástica realizadas na Europa e China são portadores do problema. No Brasil as estatísticas ainda não são comprovadas.

Pacientes com esse tipo de problema apresentam uma aparência normal, mas se acham feios e muitas vezes até mesmo defeituosos, dando uma importância exagerada às questões estéticas. O resultado é que, mesmo após ter se submetido à cirurgia plástica, esse paciente muito provavelmente continuará insatisfeito com o corpo, procurando realizar vários outros procedimentos estéticos, enquanto o ideal seria que procurasse apoio psiquiátrico.

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A dismorfia corporal é um problema sério e que pode resultar em vários procedimentos desnecessários. (Foto: divulgação)

Muitas mulheres encaram a cirurgia plástica como a solução para todos os problemas, porém é preciso ficar atenta, pois, com exceção da intervenção reparadora, muitos pacientes podem se submeter desnecessariamente ao procedimento estético.

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