Cirurgia contra suor excessivo

Muitas pessoas transpiram de forma anormalmente aumentada, sobretudo através das mãos, pés, axilas e rosto. Quem sofre com este problema costuma passar por constrangimento…

Muitas pessoas transpiram de forma anormalmente aumentada, sobretudo através das mãos, pés, axilas e rosto. Quem sofre com este problema costuma passar por constrangimento e causar mal-estar social, sem falar que o suor excessivo também gera incômodo físico.

O excesso de suor causa desconforto e constrangimento. (Foto:Divulgação)

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Hiperidrose: produção excessiva de suor

A condição caracterizada pela produção excessiva de suor se chama Hiperidrose. Estima-se que 5 milhões de brasileiros sofrem com o problema.

As causas de transpiração excessiva variam de acordo com o tipo de hiperidrose. Se for um problema generalizado, pode ser casado por diabetes, hiperatividade da glândula da tireoide, problemas psíquicos, obesidade, menopausa ou fadiga. No caso da Hiperidrose localizada, o motivo pode estar no estresse ou excesso de calor.

Os casos leves de hiperidrose podem ser tratados com o uso de remédios. No entanto, se a medicação não adiantar, o paciente pode optar por uma cirurgia. A aplicação de Botulinus (botox) na área que produz suor em excesso também é uma forma de tratar a hiperidrose.

Quando o indivíduo sua além do normal, ele sofre de hiperidrose. (Foto:Divulgação)

A cirurgia contra o excesso de suor

A cirurgia de hiperidrose é responsável por cortar os nervos que estimulam as glândulas produtoras de suor. Os outros tratamentos para conter o suor excessivo são considerados paliativos, mas a procedimento cirúrgico promete ser a solução definitiva para o problema.

Existem diferentes tipos de cirurgia de hiperidrose, porém a técnica mais comum é a simpatectomia torácica endoscópica bilateral, que consiste na retirada ou destruição da cadeia simpática localizada no tórax. A incisão também pode ser feita nas axilas para aspirar as glândulas sudoríparas e reduzir a produção de suor especialmente desta região.

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Antes de optar pela cirurgia, o paciente diagnosticado com hiperidrose deve passar por um batalhão de exames para saber se tem condições de suportar o procedimento. O tratamento cirúrgico é contraindicado para pessoas que sofrem de insuficiência respiratória ou cardíaca, diabetes descompensado e obesidade.

Existem vários tipos de cirurgia de hiperidrose, porém a mais eficaz é a simpatectomia. (Foto:Divulgação)

A simpatectomia requer anestesia geral e tem duração de aproximadamente 40 minutos. Após a intervenção cirúrgica, o paciente deve ficar pelo menos 15 dias sem realizar exercícios pesados.

Algumas pessoas que se submetem a desnervação podem apresentar aumento de suor em outras partes do corpo. O ressecamento temporário da pele também pode acontecer após a cirurgia.

O procedimento cirúrgico contra o suor excessivo tem alto grau de satisfação (de 93% a 99%). Os pacientes que passam pela cirurgia ficam mais calmos e, em consequência, rompem com o círculo vicioso de ‘estresse, suor, mais estresse, mais suor’.

A cirurgia nem sempre é eficaz para as pessoas que sofrem de hiperidrose compensatória, mas existem outras formas de tratamento que ajudam o paciente a controlar a transpiração. A realização de uma segunda cirurgia porque a primeira não funcionou não é recomendada.

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