Chip de carros, como funciona a identificação de veículos

O SINIAV (Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos), idealizado pelo Governo Federal com a finalidade de fiscalizar de maneira eletrônica os veículos (carros,…

o chip promete auxiliar na ficalização do trânsito (Foto: Divulgação)

O SINIAV (Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos), idealizado pelo Governo Federal com a finalidade de fiscalizar de maneira eletrônica os veículos (carros, caminhões e motos) da frota nacional, será implantado em julho desse ano. O projeto, que causa muita polêmica, contará com o apoio dos Detrans de todo país. A ideia é que no prazo de dois anos os órgãos instalem o chip (também chamado de tag) em cada um dos 70 milhões de veículos do Brasil.

Um dos motivos de tantas controvérsias com relação as etiquetas eletrônicas que prometem ampliar os serviços de organização do trânsito, é o medo por parte da população com relação a sua privacidade, ou pior, que as informações dos chips sejam utilizadas para prática de delitos contra os motoristas. Em contrapartida, o governo alega que o sistema é seguro e vai ajudar na fiscalização das vias.

Os dados do item serão utilizados somente por órgãos autorizados (Foto: Divulgação)

Para os especialistas no assunto, a confusão existe porque as pessoas confundem o projeto atual com o SINRAV, que previa a implantação de aparelhos GPS nos automóveis. Essa tag eletrônica que será instalada nos carros, motos e caminhões apenas armazena uma chave criptografada que sofre mudanças a cada passagem pelos pórticos (pontos em que os sensores ficarão).

O Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos será similar ao utilizado em outros países. O item também possui um certificado mundial de segurança contra fraudes. Os sinais dos chips só poderão ser captados e traduzidos pelas antenas oficiais. Além disso, de acordo com a empresa que criou o item, o cruzamento de informações se dá no ambiente dos órgãos oficiais, já que a tag não carrega informações pessoais do indivíduo.

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Dario Sassi Thober, fundador do Instituto Wernher Von Braun, espaço que desenvolveu a tecnologia dos chips disse que uma das vantagem do sistema é “a leitura mais ágil e barata que a da rede de radares e leitores de placas que existem atualmente no Brasil, além de ser mais segura com relação a fraudes, por não ter como burlar”. O Governo não divulgou se o cidadão terá algum custo para implantar o sistema em seu veículo, porém sabe-se que o valor do chip gira em torno de R$ 20,00.

O chip é menor que o dispositivo do Sem Parar (Foto: Divulgação)

Funcionamento do Chip

A etiqueta eletrônica, que tem um tamanho menor que o equipamento utilizado pelo serviço Sem Parar, por exemplo, deve ser instalada no para-brisa do veículo. Para captar os sinais pórticos as antenas serão instaladas em pontos estratégicos, como trevos e junções de pistas. Quando o motorista passar por essas áreas, mesmo que esteja com uma velocidade muito elevada, a antena vai armazenar em um banco de dados as informações captadas, que serão utilizadas por diversos órgãos.

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