Chefe da oposição solicita transição de governo na Grécia

Antonis Samaras, chefe da oposição grega, solicitou hoje (3) a constituição de um governo de transição para consentir o plano de resgate do país…

Antonis Samaras, chefe da oposição grega, solicitou hoje (3) a constituição de um governo de transição para consentir o plano de resgate do país acertado pela União Europeia e comemorar eleições legislativas.

“Peço a formação de um governo temporário de transição, com a responsabilidade exclusiva de celebrar eleições imediatamente e ratificar com o parlamento atual o acordo de empréstimo da UE”, garantiu Samaras para TV local.

O cumprimento do trato se viu em perigo com a publicação do primiê grego, George Papandreou, que o submeterá a um referendo.

Segundo informações do To Vima, jornal grego e da TV britânica BBC, o primeiro ministro planeja apresentar sua abdicação nas próximas horas, devido as solicitações dos membros de seu partido para que os deixe o cargo e aceite a concepção de um governo de união.

De acordo com o jornal grego, Papandreou irá visitar o presidente grego para solicitar que outros partidos aceitem constituir um governo de salvação nacional.  Mais cedo, diversos parlamentares do Partido Socialista (Pasok) evidenciaram que não iriam apoiar o premiê no voto de confiança agendado para esta sexta-feira (4).

Papandreou atualmente enfrenta uma revolta do partido depois de espantar os parlamentares com a declaração de um referendo sobre o pacote de auxílio de 130 bilhões de euros proporcionados  ao país na semana anterior.

Até o momento, o lider da oposição havia divulgado sua recusa aos planos de resgate ajustados pelo governo socialista gregos e a UE, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu. Seu contexto era de que os projetos de ajuste impostos em permuta agravam a recessão.

 Nesta manhã, o conservador afirmou que sustenta seu ceticismo, mas que o pacto deve ser exercido para que o país receba seus fundos,  necessários para cumprir com seus acordos em curto prazo.

Leia Também:  Dívida de cartão de crédito: como calcular

“O novo acordo de empréstimos é inevitável e deve ser garantido”, afirmou Samaras, cujo partido possui 85 dos 300 deputados do Parlamento.

Top