Cerca de 430 milhões de usuários sofreram ataque cibernético em 2011

Segundo Carlos Lopes, diretor do UNITAR (Instituto das Nações Unidas para Formação e Pesquisa), pouco mais de 430 milhões de usuários da internet sofreram…

Por Editorial MDT em 01/02/2012

Imagem: (Foto Divulgação)

Segundo Carlos Lopes, diretor do UNITAR (Instituto das Nações Unidas para Formação e Pesquisa), pouco mais de 430 milhões de usuários da internet sofreram algum tipo de ataque cibernético no ano de 2011. Lopes defendeu a obrigação de procurar uma saída global ao delito eletrônico e instituir um padrão comum de segurança. Ele participou do Programa de Cibersegurança e Crime Eletrônico, que atualmente reuniu diplomatas e emissários de agências nas Nações Unidas e corporações de segurança na rede. O secretário-geral da UIT (União Internacional de Telecomunicações), Hamadoun Touré, o qual também participou da reunião, concordou em recomendar ‘um acordo comum’ do qual participem tanto emissários do âmbito privado como todas as nações, ‘já que, se um ficar de fora, o hacker pode trabalhar a partir dali’.

No ano passado, companhias e entidades de todo o mundo empregaram cerca de US$ 330 milhões para combater esses ataques, dois terços dos quais foram crimes de fraude econômica ou ‘spam’. Segundo Ernest Chernukhin, secretário da divisão de Novos Desafios e Ameaças do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, o delito eletrônico em 2011 apresentou um lucro financeiro de US$ 12,5 bilhões.

Lopes garantiu que ao longo dos últimos anos os ataques cibernéticos estão apreciando ‘um crescimento exponencial’, sobretudo nas ocorrências de ações contra centros de inteligência, os quais antigamente eram menos propensos devido aos sistemas de segurança mais sofisticados que os outros. ‘Os países emergentes desenvolveram muita tecnologia, a Rússia também está empregando agora tudo que desenvolveu na época soviética’, acrescentou, advertindo que em 2011 o maior dos ataques cibernéticos decorreu de nações emergentes como China, Índia e Brasil.

O porta-voz do UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), John Sandage, garantiu que uma das precedências é auxiliar nações emergentes em relação a segurança cibernética para impedir ataques póstumos. E mais, explicou que o número de servidores em nações industrializadas e emergentes vem aumentando gradativamente, onde opinou ‘é necessária ajuda para enfrentar o crime eletrônico’.

‘A conectividade sem fio na África cresce 1.000% cada ano; com isto aparecem riscos muito diferentes e ainda não existem sistemas de segurança apropriados’, lamentou Lopes. Segundo um levantamento conduzido pela empresa de informática Mcafee, entre as nações menos preparadas para arcar com esses ataques estão: México, Romênia,  Brasil e Índia.

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