Caso Isabella Nardoni: novidades, laudo americano

Na última quinta-feira, 9 de agosto, foi apresentado em Washington, nos Estados Unidos, um laudo novo sobre o falecimento da menina Isabella Nardoni, em…

Por Élida Santos em 14/08/2013

Na última quinta-feira, 9 de agosto, foi apresentado em Washington, nos Estados Unidos, um laudo novo sobre o falecimento da menina Isabella Nardoni, em São Paulo. O crime que chocou o país em 2008 ainda gera muita discórdia.

 

Madrasta e pai de Isabella foram condenados pela morte da criança (Foto: Divulgação)

O novo laudo pericial sobre os motivos que levaram a criança a morte foi encomendado pelos advogados de defesa de Ana Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni, que sempre negaram serem os assassinos da criança e estão presos há cinco anos.

Novo laudo sobre morte de Isabella Nardoni

No laudo criminal de 65 páginas apresentado na capital norte-americana, o perito James Hahn, que é o diretor do Instituto de Engenharia Biomédica da Universidade George Washington, analisa o trabalho da polícia, da promotoria e do Instituto de Criminalística de São Paulo, que aponta que a criança foi morta através de esganadura, juntamente com a colisão da menina com o chão, por ela ter sido arremessada da janela do apartamento da família.

Perito norte-americano afirma que não foi mão humana que esganou Isabella

Uma animação foi apresentada na quarta-feira pelo perito norte-americano. Levando em consideração os desenhos das mãos de Anna Carolina Jatobá e de Alexandre Nardoni, e a função de cada dedo no processo de esganadura, no tipo de força necessária e nos movimentos que teriam sido feitos para o estrangulamento ser efetivado, James Hahn conclui que os ferimentos no pescoço de Isabella Nardoni não poderiam ter sido feitos nem pela madrasta nem pelo pai da menina, e muito menos, por qualquer mão humana.

O advogado de defesa de Alexandre e Anna Carolina disse que o laudo só afirma a sua tese de que existe provas insuficientes para a condenação do casal. “Mesmo com esse laudo, não dá para dizer nem que o casal não tem nenhuma responsabilidade nem que o casal tem responsabilidade. O que esse laudo diz é: a acusação que foi feita não é correta, porque a acusação parte de premissas que o laudo derruba. Nós voltamos talvez à estaca zero, nós voltamos a dizer ‘ninguém sabe o que aconteceu lá dentro’”, declarou Roberto Podval, advogado de defesa.

Isabella morreu em virtude da asfixia e da queda do apartamento do pai (Foto: Divulgação)

Perita de São Paulo critica laudo norte-americano

Na cidade de São Paulo, a perita criminal que liderou todos os exames do caso Isabella Nardoni, Rosangela Monteiro, se manifestou contraria ao trabalho do colega norte-americano:

“Quem tem a experiência de atender muitos casos, que já viu muitos casos de asfixia por esganadura, isso é absolutamente irrelevante. Nem sempre temos os cinco dedos ou os dez dedos e que possam todos ser identificados. Em caso como esse, você pode imaginar que é muito dinâmico. Existe o movimento da vítima, existe o movimento do agressor. Então essas agressões não são aquelas que nós imaginamos que estão ali – os dez dedos bonitinhos que nós podemos identificar todos eles. As vezes encontramos três, dois dedos, marcas ungueais somente e não equimoses.  Então, isso é muito relativo”, disse a perita criminal.

Entenda o crime:

O corpo de Isabella Nardoni foi encontrado no dia 29 de março de 2008, no jardim do prédio em que o pai e a madrasta da criança moravam, na Zona Norte de São Paulo. O casal foi condenado pelo crime no Tribunal de Justiça de São Paulo, em primeira instância, em 2010: Alexandre a 31 anos, um mês e dez dias de reclusão, e Anna a 26 anos e oito meses de reclusão.

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