Carência de vitamina D é superior entre pessoas com fraturas

Pouco menos de 80% dos indivíduos com traumatismos ósseos possuem algum tipo de carência nos coeficientes de vitamina D. De acordo com o estudo…

Por Editorial MDT em 10/02/2012

Imagem: (Foto Divulgação)

Pouco menos de 80% dos indivíduos com traumatismos ósseos possuem algum tipo de carência nos coeficientes de vitamina D. De acordo com o estudo conduzido por uma equipe da Universidade de Missouri, os desprezíveis índices da vitamina estão associados com fraqueza muscular, maior ocorrência de fraturas ósseas e com problemas na recuperação completa depois de uma fratura.

Na pesquisa, foram analisados 1.830 relatórios médicos de adultos atendidos de janeiro de 2009 e setembro de 2010. Os indivíduos com coeficientes de vitamina D abaixo de 20 foram categorizados como deficientes. Já aqueles com coeficientes entre 20 e 32 ng/ml foram titulados de insuficientes. Os coeficientes considerados saudáveis e ideais de vitamina D no sangue ficam entre 40 e 70 ng/ml.

Percebeu-se, então que 39% eram deficientes em vitamina D, e o restante (38,4%) apresentavam coeficientes insuficientes da substância. Indivíduos com idades entre 18 e 25 anos apresentavam coeficientes mais baixos de vitamina D entre todos os grupos.

“A deficiência de vitamina D afeta pacientes de todas as idades e é mais prevalente do que se imaginava”, diz Brett D. Crist, coordenador do estudo e codiretor do Serviço de Trauma Ortopédico da Universidade de Missouri. De acordo com o especialista, as achadas são muito importantes, já que a deficiência de vitamina D vem sendo associada a um acréscimo na ocorrência de fraturas ósseas que não cicatrizam.

Segundo Crist, como as novas informações evidenciam que um número expressivo de indivíduos possuem coeficientes insuficientes ou deficientes de vitamina D, os médicos deveriam empregar o uso de suplementos no tratamento de fraturas.

Crianças

No meio do ano passado, a Sociedade Brasileira de Pediatria divulgou uma orientação de que crianças e adolescentes precisariam duplicar a ingestão diária de vitamina D. A ingestão indicada passou, então, de 200 UI diárias para 400 UI. Cada UI representa 0,025 microgramas (mcg): 100 gramas de salmão, por exemplo, contém 11,83 mcg de vitamina D ou 473,2UI.

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