Capital paulista desiste de usar motofaixas

A capital paulista não terá mais nenhuma motofaixa como as da Rua Vergueiro e da Av. Sumaré. Além disso cogita remover as duas faixas…

(Imagem: Foto divulgação)

A capital paulista não terá mais nenhuma motofaixa como as da Rua Vergueiro e da Av. Sumaré. Além disso cogita remover as duas faixas existentes, pois, em vez de diminuir os acidentes, as passagens específicas fizeram o número de colisões e atropelamento com moto aumentar. A informação foi apresentada ontem (7) na Câmara Municipal, pelo secretário municipal de transportes, Marcelo Cardinale Branco.

“Os resultados não são os que nós esperávamos. Como não ocorreu redução de acidentes, houve um aumento, hoje não temos mais nenhum desenho de motofaixa sendo feito”, disse o secretário. A Secretaria Municipal dos Transportes informou estar concluindo um relatório de acidentes nessas passagens para definir se irá sustentar as motofaixas ou descartá-las.

Desde começo de 2008 as motofaixas eram a principal aposta para tentar abater o número de mortes com motoqueiros. O prefeito Gilberto Kassab do PSD, No Plano de Metas 2009-2012, chegou a garantir a elaboração de oito delas. O número foi reduzido para três em 2010, com a criação da faixa na rua Vergueiro. No entanto para 2012, último ano do presente governo, não há nenhum investimento presumido.

Mesmo depois da criação das duas faixas específicas, os acidentes com motociclistas vêm aumentando na cidade. No ano passado, houve um aumento de 11,7% no número de motociclistas mortos, o que cessou uma tendência de declinio constatada em 2009. Embora as motos serem somente 12% da frota de veículos, os motociclists representam 35% dos que morreram no trânsito da capital todos os anos.

“O que é preciso é que os motociclistas leiam o Código de Trânsito Brasileiro e saibam que não são super-homens. Eles agem como se fossem veículos de emergência, sempre com a preferência”, ressalta Horácio Figueira, engenheiro de trânsito.

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O secretário também recusou o fim dos cobradores, mesmo com o fato de o bilhete único ser empregado em 80% dos pagamentos nos grupos da capital paulista. “Os sindicatos nos procuraram e nós garantimos que não há nenhuma possibilidade de esses trabalhadores perderem seus empregos”, disse Branco. No entanto, o secretário afirmou que os cobradores poderiam ser transferidos para outros cargos.

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