Caminhão-bomba mata dezenas na capital da Somália

Caminhão-bomba mata dezenas na capital da Somália

A Al Qaeda foi responsável por mais um ataque que aconteceu hoje (4) na Somália. Os rebeldes que representam a organização planejaram um atentado…

Por Redacao em 04/10/2011

A Al Qaeda foi responsável por mais um ataque que aconteceu hoje (4) na Somália. Os rebeldes que representam a organização planejaram um atentado com um caminhão bomba que deixou pelo menos 65 pessoas mortas em Mogadíscio. Este é o ataque mais violento do grupo desde o início da insurgência, em 2007.

De acordo com depoimentos de algumas testemunhas a explosão pôde ser ouvida em uma área onde estão localizados alguns prédios governamentais, o bairro K4, nos quais alguns estudantes estavam em exame nesta terça, especificamente no prédio do Ministério da Educação. O caminhão explodiu exatamente frente a um portão que abriga quatro ministérios do governo, segundo informações da polícia local.

“Retiramos 65 corpos e 50 feridos”, relatou o coordenador de ambulâncias Ali Muse à Reuters, acrescentando que nem todos os corpos foram retirados e que a maioria das pessoas estão com queimaduras.

Forças do governo e da União Africana controlam o bairro. Um repórter da Reuters chegou a ver nove corpos no chão. Outras pessoas informaram ainda que algumas vítimas foram até o hospital mais próximo caminhando. A polícia ainda trabalha no local para retirar estudantes retidos nos escombros.

A Al Shabaab, ligada à Al Qaeda, assumiu a autoria do ataque. De acordo com o governo, a organização já vinha a tempos ameaçando provocar atentados a prédios públicos, desde que seus combatentes deixaram Mogadíscio em agosto.

Um porta voz da organização disse à Reuters: “A Al Shabaab realizou esse ataque. Nosso alvo eram os ministérios”.

O grupo utiliza normalmente carros-bomba em seus ataques, porém com um caminhão o atentado atingiu um proporção ainda maior. Durante a semana houveram outros pequenos ataques que a organização também assumiu a autoria.

Os dados são da Associated Press. Mais informações em breve.

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