Bolsas de estudos no exterior custeadas por empresas

Estudar no exterior, em contato com uma cultura diferente, é extremamente enriquecedor para qualquer profissional que almeja o sucesso. Ciente disso, a presidente Dilma…

Por Élida Santos em 17/10/2011

Estudar no exterior, em contato com uma cultura diferente, é extremamente enriquecedor para qualquer profissional que almeja o sucesso. Ciente disso, a presidente Dilma Rousseff está em processo de negociação junto a lideranças empresariais do país no programa Ciência sem Fronteiras, que prevê a concessão de 100 mil bolsas de estudo no exterior.

De acordo com o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), além de empresas nacionais como a Petrobrás e a Vale, e internacionais como, por exemplo, a Portugal Telecom, devem destinar investimentos ao programa.

A intenção das investidas da presidente do Brasil é que as empresas participem do projeto oferecendo cerca de 25 mil bolsas de estudos. Algumas empresas internacionais não oferecem bolsas, mas estão participando com pagamentos de taxas no exterior, e oferecendo estágios para os alunos bolsistas. Independente da forma de investimento em estudos, a presidente do Brasil espera conquistar mais colaboradores para o projeto ainda neste ano.

Ao todo serão mais de 200 universidades estrangeiras nas áreas de ciências da saúde, ciências da vida e engenharia e tecnologia, que receberão alunos brasileiros beneficiados pelo projeto. A lista completa das universidades não está finalizada porque ainda não estão firmados todos os acordos e convênios com as instituições, mas o governo federal já adiantou que entre as universidades participantes do Ciência sem Fronteiras estão instituições renomadas como Harvard, Stanford e Cambridge.

Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o valor das bolsas será em média de US$ 800,00 mensais. Essa variação ocorre, pois cada tipo de curso e instituição oferecerá um valor de bolsa.  A União custeará 75 mil bolsas de estudos, chegando a investir cerca de R$ 3,1 bilhões.

Ainda não foi divulgado quando terá inicio o processo de seleção dos estudantes contemplados com bolsas de estudos neste ano. As inscrições e todo processo de distribuição de bolsas serão administrados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

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