Bolsas de estudo para engenheiros do Capes

Élida Santos 05/11/2011 Educação

Com o intuito de diminuir a evasão dos cursos de Engenharia, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), pretende oferecer bolsas para os graduandos e para os pós-graduados da área. A entidade acredita que o grande vilão causador do abandono dos alunos é a formação precária, que o ensino público fornece nas disciplinas de matemática e ciências, aliada as exigências dos cursos de Engenharia, que cada vez mais, exige dos estudantes tempo para exercer as atividades teóricas.

O carro-chefe na contensão da evasão dos alunos será parcerias com empresas privadas, que investirão na capacitação de profissionais com aptidão para lecionar, além de investir na atualização de currículos e em projetos para atrair jovens talentos, para a carreira de engenheiro. Com isso a Capes pretende mostrar uma face diferente das Engenharias, diminuindo drasticamente a evasão, que hoje chega ser 55% do total de alunos que ingressam nos cursos, anualmente.

Para que o projeto dê certo e atinja os seus objetivos, em médio prazo, a instituição pretende criar na grade do curso aulas práticas, para que os graduandos tenham uma visão prática da profissão que escolheram exercer.As visitações a empresas e empreendimentos serão rotineiras e os alunos que se destacarem poderão conquistar uma bolsa de estudos.

Além disso, as parcerias com empresas devem render benefícios-estudantes para os alunos de pós-graduação, que atuarão como monitores de cursos de graduação em universidades públicas e privadas. Essa iniciativa pretende ampliar a troca de conhecimento entre os profissionais, que buscam especialização com os estudantes de Engenharia.

Para colocar o projeto em prática é necessário que o Ministro da Educação, Fernando Haddad, e o da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante aprovem a iniciativa. A instituição acredita que se todas as iniciativas fossem adotadas, em cinco anos a quantidade de engenheiros do Brasil aumentaria em 60%, seria 77 mil profissionais atuando na área.

O investimento necessário que isso aconteça é de aproximadamente R$ 1,1 bilhão, nesse mesmo período. Outra medida necessária é o reforço da educação pública no período, para reduzir as deficiências na área de exatas, que faz com que os estudantes não goste de matemática e ciências.

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