Élida Santos 12/07/2013 Economia

Mais uma empresa teve as contas suspensas por causa de suspeitas de formação de pirâmide financeira. Depois da Telexfree, agora a empresa BBom teve as contas bloqueadas pela Justiça Federal, tudo isso por conta de uma suspeita de ter realizado uma pirâmide financeira.

BBom funciona com esquema de considerado ilegal (Foto: Divulgação)

A decisão temporária foi emitida nessa quarta-feira (10 de julho). A companhia, que possui cerca de 300 mil associados, teve R$ 300 milhões em transferências bloqueados. Além disso, a transferência de mais ou menos cem carros, sendo que duas são Ferraris, um Rolls Royce e quatro Lamborghinis, segundo o procurador da República Helio Telho, um dos responsáveis pela ação.

A decisão do bloqueio dos valores atinge as contas da Embrasystem, que usa os nomes fantasias BBom e Unepxmil, e da BBrasil Organizações e Métodos LTDA, bem como os bens dos sócios proprietários dessas companhias.

Diretor da BBom afirma não ter recebido a decisão de bloqueio

Ednaldo Bispo, diretor da BBom, declarou em entrevista não ter tido ainda acesso à decisão do bloqueio. Ele negou as irregularidades, mas diz que os pagamentos da companhia vão continuar normalmente.

“Eu penso que o nosso modelo [e negócios] não foi devidamente esclarecido. E eu até entendo a posição da Justiça. A gente não gosta, mas entende”, declarou Bispo. “Vai ser a grande oportunidade de mostrar como [a organização] funciona.”

A empresa teve as contas bloqueadas (Foto: Divulgação)

Empresa não poderá mais comercializar rastreadores

A BBom disse que faz parte da Embrasystem que faz a venda dos produtos e serviços oferecidos pela companhia através do sistema de marketing multinível, muitas vezes confundido com pirâmide. O principal serviço, segundo Bispo, é o de rastreamento de veículos.

A juíza substituta da 4ª Vara Federal de Goiânia, Luciana Laurenti Gheller, disse que os pagamentos realizados a cada participante da rede “depende exclusivamente do recrutamento feito por ele de novos associados”, de acordo com nota divulgada no site do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A BBom cobra dos revendedores taxas de adesão que variam de R$ 600 a R$ 3 mil.

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