Bancos privados não oferecem juros menores para todos os clientes

  As linhas de créditos tiveram redução de juros, para poucos (Foto: Divulgação) O Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal (CEF)…

Por Élida Santos em 20/04/2012

 

As linhas de créditos tiveram redução de juros, para poucos (Foto: Divulgação)

O Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal (CEF) “puxaram a fila” na baixa de juros nas linhas de crédito.  Com o incentivo do Governo Federal e com o primeiro passo dado pelo BB e a Caixa, as instituições privadas passaram a anunciar a redução de taxas para a liberação de empréstimos e benefícios do gênero. O Santander, HSBC, Bradesco e, por último, Itaú Unibanco passaram a anunciar juros mais brandos para não perder clientes. Porém, a constatação feita pela população é que o marketing é maior do que a queda efetiva das taxas.

Na realidade o que vem acontecendo nas instituições privadas é que na prática as taxas de juros não mudaram, e internamente a tabela a ser seguida é a mesma. No caso do Santander, por exemplo, alguns gerentes afirmaram que nem estavam sabendo da mudança e quando os clientes vão procurá-los para renegociar os empréstimos com o intuito de terem juros menores, acabam sendo surpreendidos com a informação.

Antes de solicitar um empréstimo, verifique as condições (Foto: Divulgação)

Quem se beneficia de fato com esses juros menores são os clientes com renda média-alta, baixíssimo endividamento, que já investem em fundos de investimento do banco e que possuem com eles um relacionamento antigo. Os clientes que foram atraídos pelas propagandas viram que sim, para algumas pessoas os juros ficaram menores, mas as exigências aumentaram. São tantas regras e barreiras para ter acesso a esse novo benefício que os clientes desistem, ou simplesmente ficam no “time” dos que não possuem perfil econômico para tal, e as vantagens não saem das campanhas publicitárias.

O HSBC é um exemplo. Para se conquistar um empréstimo com taxas menores o cliente precisa ser adimplente, ter conta salário na instituição e investir em produtos, como fundos de investimento ou seguros. Além disso, não podem ter nenhum contrato de financiamento ativo na instituição; e ainda precisam de um avalista que seja correntista (alguém com renda suficiente para eventualmente arcar, em caso de atraso, com as parcelas do empréstimo que o tomador inicial deseja). Por isso, antes de solicitar um empréstimo verifique se a tabela de juros realmente está menor e quais são as regras contratuais.

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