Bactérias da pele definem se o indivíduo é atrativo para insetos

Se não apresentássemos micróbios na pele, nossa transpiração não teria nenhum odor. Além do prejuízo para os fabricantes de desodorantes, isso também acabaria com…

Por Editorial MDT em 30/12/2011

Imagem: (Foto Divulgação)

Se não apresentássemos micróbios na pele, nossa transpiração não teria nenhum odor. Além do prejuízo para os fabricantes de desodorantes, isso também acabaria com o banquete dos mosquitos que se sustentam de sangue humano, de acordo com um estudo divulgado na versão online da revista PLoS ONE.

É o tipo e o número de micróbios na pele que define o quão atrativa é uma ‘vítima’ para os artrópodes. Como muitos deles conduzem doenças, a descoberta pode auxiliar a reduzir riscos para a saúde. A pesquisa centrou em uma das classes de mosquitos que conduzem a malária, as fêmeas  Anopheles gambiae.

Tanto em exames de laboratório quanto no estudo com pacientes na África, onde a doença é endêmica, maior abundância e pouca variedade de espécies de bactérias aproximaram mais mosquitos.

Pessoas com maior variedade de bactérias na pele não foram tão atrativas. Para os pesquisadores, mais microorganismos significam uma combinação maior de odores, o que atrapalha o olfato dos insetos. Já, poucos micróbio significam menos odor.

Cientes dos efeitos, os pesquisadores poderão criar colônias de micróbios ou substâncias que espantem os mosquitos da malária de suas vítimas.

Malária

A doença é conduzida por insetos da espécie Plasmodium, os quais atingem o corpo humano por meio da picada de fêmeas de mosquitos da espécie  Anopheles, que vivem em climas tropicais. Até 300 milhões de indivíduos são infectados anualmente, com cerca de um milhão de mortes. Mulheres grávidas e crianças de até 5 anos, estão entre as principais vítimas.

A maior parte dos casos incide na África, porém, países da Ásia e Américas também são comprometidos. Ao todo, 109 países e regiões são comprometidos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, o problema se emprega na região da Amazônia Legal. São registrados em média, 300 mil casos por ano no país.

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