Apendicite aguda: sintomas, causas, tratamento

O apêndice é uma estrutura tubular alongada, em formato vermiforme, comprido como um verme, que se localiza na primeira porção do intestino grosso, na…

O apêndice é uma estrutura tubular alongada, em formato vermiforme, comprido como um verme, que se localiza na primeira porção do intestino grosso, na região do ceco. Seu tamanho é aproximadamente 10 centímetros. Nessa região, por ter comunicação com o intestino grosso, pode ocorrer de fragmentos que estão no interior intestinal se alojarem no apêndice, causando obstrução e consequente inflamação. Esses fragmentos, normalmente, são formados por pequenas porções de fezes, que denominamos fecalitos. Quando ocorre uma inflamação ou infecção do apêndice vermiforme, chamamos de apendicite aguda.

Sinais e sintomas 

Os sintomas mais comuns são, inicialmente, uma dor em região umbilical, juntamente com náuseas e vômitos. Algum tempo depois, a dor se desloca para a região inferior do abdome, ao lado direito do paciente. Pode ocorrer febre moderada e perda de apetite.

Se o organismo não bloquear a infecção do apêndice, esta pode se espalhar pelo abdome provocando um quadro muito grave de peritonite aguda, que pode levar a morte. Nesse caso é necessário fazer cirurgia, imediatamente.

Quando a infecção se espalha, os sintomas mais comuns são dor difusa de alta intensidade e febre alta.

As manifestações não se restringem aos sintomas comentados anteriormente. Existe uma gama de sinais e sintomas bem diversa, que dificulta o diagnóstico.

Diagnóstico

Para o diagnóstico, o médico precisa associar os sintomas relatados pelo paciente com o exame clínico, além de efetuar exames complementares como hemograma, radiografia simples do abdome, ecografia, tomografia computadorizada, laparoscopia e exame comum de urina (Urina I).

Exames complementares

  • As alterações encontradas no hemograma são normalmente o aumento de glóbulos brancos (leucócitos), evidenciando infecção.
  • A urina I é para descartar possível cálculo renal, no lugar de apendicite.
  • A radiografia (Raio X) simples de abdome, além de ajudar a excluir outros diagnósticos, pode demonstrar um fecalito na região do apêndice, além de sinais que indicam a perda de função momentânea do intestino.
  • A ecografia é um exame indolor, não invasivo, que pode demonstrar aumento de volume do apêndice e a presença de abscesso (coleção de pus). Porém, o apêndice não é sempre visível na ecografia. Outra função deste exame é descartar outras doenças, principalmente, de caráter pélvico em mulheres.
  • Tomografia computadorizada é indicada quando os sintomas não são típicos, para diferenciar apendicite de outras doenças que podem acometer o abdome.
  • Se depois da realização de todos os exames, ainda houver dúvida sobre o diagnóstico de apendicite, pode-se indicar a laparoscopia. Esse procedimento é feito com a introdução de uma pequena câmera, que transmite as imagens do local para um aparelho de televisão, possibilitando aos médico analisarem, com maior precisão, se há inflamação ou infecção. Durante o procedimento pode-se, ainda, fazer a retirada do apêndice.
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Tratamento

Quando há suspeita ou diagnóstico de apendicite aguda é feita a cirurgia de retirada da porção inflamada. Se houver presença de abcesso é necessário drenar o conteúdo.

Devido à modernidade, tem ocorrido um aumento no número de cirurgias de apendicite por laparoscopia. Esse procedimento operatório tem vantagens sobre a cirurgia aberta, pois a incisão abdominal é bem menor.

O tratamento com antibióticos dentro do hospital e após a alta também são condutas muito comuns.  Não há como prevenir exatamente a apendicite. Pois, não se pode determinar quando um fecalito vai se alojar no apêndice.

 

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