Anvisa proíbe emagrecedores a base de anfetamina e mantém a venda da Sibutramina

Anvisa proíbe emagrecedores a base de anfetamina e mantém a venda da Sibutramina

A anfepramona, femproporex e o mazindol devem ser retirados do mercado em até 60 dias. Já a Sibutramina pode ser comercializada, porém sob mais rigor

Por Editorial MDT em 04/10/2011

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu nesta terça-feira (4) proibir a venda inibidores de apetite à base de anfetaminas e manter a permissão de comércio e registro de medicamentos derivados de sibutramina, porém ampliando controle e maior rigor sob a prescrição e utilização da substância.

A discussão estava acontecendo desde janeiro deste ano, e o resultado contraria as expectativas iniciais da agência reguladora. O objetivo era o veto para emagrecedores feitos com anfetamina e sibutramina, a exemplo da União Européia e dos Estados Unidos. O argumento era que os riscos a saúde do paciente não compensavam os benefícios gerados pelo emagrecimento, porém os resultados de relatórios da própria agência fizeram com que os técnicos mudassem de ideia.

Anfetamínicos:

A decisão e banir a anfepramona, femproporex e mazindol, teve como base estudos internacionais cujos resultados constataram riscos a saúde do paciente e também baixa eficácia na perda de peso.

Com a decisão de hoje, estes inibidores não podem mais ser prescritos por médicos nem fabricados ou comercializado no país e aqueles que ainda estão a venda no país terão o seu registro cancelado. Segundo a instituição, drogarias e farmácias terão um prazo de 60 dias para retirar tais medicamentos de suas prateleiras.

Maior controle sobre a Sibutramina

Segundo o portal IG, a utilização da Sibutramina foi mantida pela existência de comprovação de que o seu uso ajuda o paciente a reduzir o peso em de 5% a 10% em um prazo de quatro semanas. Porém, se em 2010 ela já estava incluída na lista de medicamentos D2, que exigem receitas especiais para serem solicitadas por médicos, a resolução de hoje endurece ainda mais o controle sobre venda e uso da substância.

A partir de agora, os médicos e pacientes deverão assinar um termo de responsabilidade para receita e consumo do medicamento. Os laboratórios fabricantes ou comercializadores da sibutramina terão de acompanhar o surgimento de efeitos colaterais e avisar a Anvisa em caso de ocorrências.

Impasse:

Para o Conselho Federal de Medicina (CFM) a decisão restringe as possibilidades de tratamento para quem sofre de obesidade e precisa perder peso. Já a A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso) e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia estão lançando um abaixo-assinado contra as medidas.

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