Análise confirma eficácia da Victoza para perder peso

O medicamento Victoza (liraglutida) é eficaz para o tratamento conta a obesidade, segundo uma análise divulgada no British Medical Journal. O remédio produzido pelo…

Por Editorial MDT em 19/01/2012

Imagem: (Foto Divulgação)

O medicamento Victoza (liraglutida) é eficaz para o tratamento conta a obesidade, segundo uma análise divulgada no British Medical Journal. O remédio produzido pelo laboratório Novo Nordisk é legalmente recomendado para o tratamento de diabetes tipo 2. Em setembro de 2011, foi divulgado um relatório mostrando a droga como uma grande promessa para a luta contra o excesso de peso.

No total, foram analisados 25 estudos, com mais de 6.000 pessoas. Segundo o estudo, a melhoria foi observada em pessoas com excesso de peso, com ou sem a presença do diabetes.

Depois de cinco meses, os participantes perderam, em média, aproximadamente três quilos. Em pessoas que receberam porções mais altas da droga a redução  foi maior: sete quilos. E mais, a análise também evidenciou que a Victoza reduziu a pressão arterial e as taxas de colesterol.

O remédio é conduzido a partir de injeções diárias. A Victoza age semelhante ao hormônio GLP-1, que é reduzido no intestino delgado. Ela está associada aos mecanismos da saciedade e diminui abalos intestinais de compressão, o que adia a satisfação alimentar.

Efeitos colaterais

Entre os principais efeitos colaterais mostrados pela análise estão diarreia, náusea e vômito. Até o momento, os autores acreditam que o uso do medicamento para a redução do peso deve ser acatado por pessoas com diabetes que possuem excesso de peso. Eles afirmam que mais pesquisas são necessárias para elucidar as decorrências da droga no tratamento de pessoas com sobrepeso, mas em diabetes.

No entanto, a questão de segurança do remédio com essa finalidade ainda não está clara. Pesquisas feitas com animais levantaram preocupações de que a droga aumentaria o risco de pancreatite e câncer.

“A relevância clínica disso em humanos ainda é desconhecida e talvez demore décadas para que se possa avaliar isso plenamente, apesar de estudos publicados pós-comercialização do remédio terem sido tranquilizadores”, afirmou Raj Padwal, da Universidade de Alberta, no Canadá.

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