Amamentar bebê adotado: é possível?

Se tornar mãe muitas vezes é um sonho que se torna realidade através da adoção de uma criança. Entretanto, o que a maioria das pessoas…

Se tornar mãe muitas vezes é um sonho que se torna realidade através da adoção de uma criança. Entretanto, o que a maioria das pessoas não sabe é que é possível fortalecer os vínculos entre a mãe adotiva e o bebê muito mais do que se pensa, afinal, uma mulher pode vir a produzir leite mesmo sem ter engravidado. Saiba mais sobre o assunto e entenda como é possível amamentar bebê adotado.

Confira alguns mitos e verdades sobre o leite materno e a amamentação.

A amamentação cria um vínculo muito especial entre a mãe e seu bebê.

Como acontece?

Uma mulher que já parou de amamentar pode voltar a produzir leite mediante os estímulos certos. Mulheres que passaram pela experiência de adotar bebês e desejam amamenta-los podem fazer massagens nas mamas, usar compressas mornas e, principalmente, utilizar a técnica da relactação.

É muito importante frisar que o maior estímulo para a produção do leite ocorre decorrente da sucção do bebê no seio, além de muita paciência e persistência para alcançar o objetivo. Mulheres que ofereceram o peito ao lactente entre 8 a 10 vezes diariamente tiveram maior taxa de sucesso no processo.

Qualquer mulher pode conseguir?

Qualquer mulher que realmente deseja amamentar, é persistente e conta com o apoio dos familiares para conseguir seu objetivo, é capaz de amamentar o filho adotivo. O estado emocional e a tranquilidade do ambiente também contam muito, assim como em qualquer situação de amamentação. Essa experiência é fantástica e faz com que desde os primeiros instantes a mulher se conecte à criança de maneira ímpar.

A técnica da sonda é a que apresenta melhores taxas de sucesso.

Técnica para fazer a relactação

É possível encontrar várias adaptações da técnica para a produção láctea.  A mulher que deseja amamentar seu filho adotivo deve procurar conhecer as técnicas pra escolher a que mais se encaixa em sua situação.

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A forma mais comum e com maior taxa de sucesso é o uso de uma sonda nasogástrica nº4 ou 6. O primeiro passo é cortar uma extremidade, levando-a ao fogo para que se torne abaulada (e não machuque a boca do bebê). Depois, cole  ponta cortada na região do bico, podendo ser usada uma fita crepe. A outra extremidade deve ser mergulhada em um recipiente com leite. Dessa forma, o bebê suga o bico do peito, onde há uma das extremidades da sonda, sugando juntamente o leite.

Algumas dicas são importantes para garantir o sucesso da relactação:

  • O leite pode estar armazenado em uma seringa, copinho ou qualquer outra vasilha limpa;
  • No início do processo, é necessário que o recipiente com o líquido esteja mais elevado que o peito, para facilitar o enchimento da sonda. Assim que o leite chega na boca da criança, o recipiente pode ser abaixado, para estimular a sucção;
  • Caso o leite esteja em uma seringa, é só ir apertando o êmbolo devagar;
  • Nessas técnicas podem ser utilizadas várias formulações láctea, pra evitar o uso do leite de vaca, que não é ideal para os bebês.

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A adoção pode ser uma experiência muito mais completa com a amamentação.

Amamentar bebê adotado é possível e resulta em uma experiência singular, tanto para a mãe como para a criança. A técnica da relactação é a que tem apresentados melhores resultados. É preciso destacar que as situações são únicas, sendo possível que em pouco tempo a mulher produza quantidade suficiente de leite para manter o bebê. Amamentar é um ato que une a criança à mãe.

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