Amamentação cruzada: o que é, riscos

Amamentação cruzada: o que é, riscos

As amas de leite do século XVIII foram figuras bastante populares e acabaram sendo retratadas em vários desenhos e pinturas da época. Em algumas…

Por Editorial MDT em 15/10/2013

As amas de leite do século XVIII foram figuras bastante populares e acabaram sendo retratadas em vários desenhos e pinturas da época. Em algumas regiões do mundo a prática de colocar o bebê para mamar em outra mulher ainda é super comum, mas de acordo com o Ministério da Saúde, esse costume é perigoso e por isso deve ser evitado.  Entenda mais sobre o assunto e saiba o que é a amamentação cruzada e quais seus riscos.

A amamentação é uma prática extremamente benéfica para a mãe e seu bebê. (Foto: divulgação)

Os riscos da amamentação cruzada

Desde 1993 o Ministério da Saúde tenta deixar para trás a imagem das amas de leite, pois essa prática é capaz de expor a criança a diversas doenças transmissíveis pelo leite ou sangue e, diferente do que muitas mulheres podem imaginar, não é capaz de trazer nenhum benefício para a saúde do pequenino.

De acordo com os entendidos no assunto, uma única mamada já é o suficiente para expor a criança ao risco de adquirir uma série de doenças, das quais muitas cursam de forma assintomática, ou seja, a pessoa é portadora sem apresentar nenhum tipo de sinal por um bom tempo. Os principais exemplos desse tipo de doença são hepatite C, hepatite B e HIV.

A situação atual

Atualmente, em todas as maternidades as puérperas recebem orientação sobre a amamentação adequada e são orientadas sobre os perigos da prática da amamentação cruzada. O problema é que essas informações não chegam a todos os lugares, como nas regiões onde o parto domiciliar é mais comum.

O aleitamento materno, quando é a própria mãe que dá de mamar ao pequenino, é uma prática extremamente benéfica e que fornece todos os nutrientes necessários para que o filho tenha um bom funcionamento do sistema imunológico, ganhe peso e se desenvolva adequadamente.

Pode-se dizer que o leite materno é específico para cada bebê. (Foto: divulgação)

O que muitas mulheres não sabem é que a composição do leite materno vai mudando com o passar de tempo, de modo que essa bebida tão importante vai adequando sua constituição e quantidade para suprir exatamente as necessidades do bebê. Como as necessidades de um recém-nascido são diferentes das necessidades de uma criança mais velha e as substâncias imunológicas transmitidas pelo leite variam de uma mulher para outra, pode-se dizer que o leite materno é produzido especificamente para cada bebê.

O mito do leite fraco

A amamentação é um assunto ainda cercado de mitos e verdades, e uma das falsas informações divulgadas sobre o assunto é a existência do “leite fraco”. Já está mais que comprovado que não existe leite materno menos eficaz.

Muitas mulheres podem associar o colostro, que é o leite que desce nos primeiros dias após o nascimento da criança, com um leite fraco, devido sua aparência aquosa. Entretanto, essa é uma das bebidas mais importantes para os primeiros dias de vida, pois é riquíssima em anticorpos maternos, que são transmitidos para o filho e o protege de infecções, funcionando como uma espécie de vacina natural.

As amas de leite foram retratadas em várias obras de arte. (Foto: divulgação)

A amamentação ainda é assunto bastante polêmico, e uma prática que já foi bastante popular, mas que hoje está sendo desaconselhada por órgãos como o Ministério da Saúde é a amamentação cruzada. Vale a pena conhecer mais a respeito assunto para evitar complicações.

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