Alimentação calórica pode aumentar chance de problemas de memória em idosos

De acordo com uma nova análise conduzida por especialistas americanos,  idosos que possuem uma dieta farta em calorias podem dobrar os riscos de lidarem…

Por Editorial MDT em 15/02/2012

Imagem: (Foto Divulgação)

De acordo com uma nova análise conduzida por especialistas americanos,  idosos que possuem uma dieta farta em calorias podem dobrar os riscos de lidarem com a perda de memória ou comprometimento cognitivo leve. A análise foi divulgada no início desta semana pela Clínica Mayo, e será apresentado no 64º Encontro Anual da Academia Americana de Neurologia, em abril.

Para chegarem neste resultado, os especialistas selecionaram 1.233 participantes de 70 a 89 anos, isentos de qualquer demência. Os indivíduos descreveram, em um questionário, o que consumiam em um dia e, em seguida foram divididos em três grupos, segundo a ingestão calórica habitual de cada um. O primeiro grupo consumia de 600 a 1.520 calorias ao dia; o segundo, de 1.520 a 2.140 e o último, entre 2.140 e 6.000.

Os especialistas notaram que, a possibilidade de os indivíduos que consumiam mais calorias apresentarem comprometimento cognitivo leve dobrou em comparação aqueles que consumiam menos calorias. Todavia, foram descobertas relações expressivas entre o segundo e os outros dois grupos.

“Observamos um padrão indicando que, quanto mais calorias ingeridas ao dia, maior a probabilidade de um idoso ter comprometimento cognitivo leve”, afirma o coordenador do estudo, Yonas Geda. “Cortar calorias e comer alimentos que compõem uma dieta saudável pode ser uma maneira fácil e mais simples de evitar problemas de perda de memória na medida em que envelhecemos”, afirma o especialista.

Top