A pequena notável

O traje que simbolizou a década de 1960 foi, sem dúvidas, a minissaia. Peça criada pelos estilistas Mary Quant, londrina, e André Courrèges, francês.…

O traje que simbolizou a década de 1960 foi, sem dúvidas, a minissaia. Peça criada pelos estilistas Mary Quant, londrina, e André Courrèges, francês. Os jovens dos anos 1960 se sentiam na obrigação de ter uma identidade diferente da dos pais, seja na atitude em relação á política governamental ou na moda.

Foi uma década em que se quebraram muitas tradições, começando pela alta costura de Paris que chegou a marcar, entre 1966 e 1967, na Câmara Sindical, uma queda absurda de costureiros.

Essa escolha pela moda da rua afetou o trabalho de todos os estilistas de uma forma positiva. Com isso, a moda sofreu modificações e foi renovada mais uma vez.

A Inglaterra entrou em disputa contra Paris, em relação à moda. Paris ditava a moda tradicional e elegante, de padrão elevado para seus clientes ricos. Em meados de 1960, a moda americana virou seus olhos para um grupo de estilistas londrinos. A partir disso, a moda passou a ter a atenção voltada para Londres e para os jovens de classe média, e não mais nas pessoas endinheiradas.

É na Inglaterra, também, que acontece mais uma mudança no comportamento dos jovens, desta vez os cabelos longos figuram no visual masculino e a as mulheres adotaram cortes curtos.

A minissaia surgiu por volta de 1965, em meio a revoluções e jovens que se rebelavam contra o governo. Esse timing foi certeiro, pois era o momento dos hippies, da liberdade e movimentos anti-guerra, e a moda absorveu essa energia.

A mulherada que era adepta do look Ladylike dos anos 1950, adorou a idéia de usar uma saia mais curta, seus guarda-roupas eram repletos de saias longas e rodadas. As saias curtinhas deixavam as pernas à mostra, virando febre em meio às jovens que sustentavam o lema da feminilidade e libertação sexual.

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A modelo londrina Twiggy popularizou a peça e foi sucesso garantido. Nesta época as mulheres usavam minissaias, botas de couro de cano alto e camisetas justas, o famoso estilo Chelsea Look, que foi cultuado pela modelo Jean Shrimpton.

A minissaia já foi considerada uma peça vulgar, mas Mary Quant defendia sua criação com unhas e dentes dizendo: “A minissaia é sexy, jamais obscena. A moda é feita provocar o desejo.”. Curta e grossa!

Se a minissaia foi a cereja do bolo para as mulheres, para os homens a moda girava em torno dos Beatles, que usavam trajes desenhados especialmente para eles por Pierre Cardin. O grupo adotou os conjuntos mod, que eram compostos por jaquetas curtas e quadradas, com colarinho arredondado e calças afiladas, usadas com camisas de algodão de colarinho em estilo eduardiano.

Voltando o olhar para os dias atuais, a minissaia continua presente. Tudo bem que a moda está em constante mutação, mas um revival de uma peça ícone como esta, é sempre aceito e bem-vindo. Pode-se combinar a peça com blusas folgadinhas e tênis ou sapatilhas. Não se esqueça da lei da compensação: se for usar uma minissaia, opte por uma blusa mais recatada. Bom senso sempre!

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