A criança e as dores de crescimento

A dor do crescimento é um dos principais motivos que levam as crianças a procurem o atendimento de um reumatologista. Os dados são impressionantes:…

Por Editorial MDT em 20/04/2012

As crises de dor podem ser esporádicas ou até diárias.

A dor do crescimento é um dos principais motivos que levam as crianças a procurem o atendimento de um reumatologista. Os dados são impressionantes: cerca de 25% dos usuários desse serviço queixam-se de dores nas pernas, sendo que as chamadas “dores do crescimento” são as principais causas desse problema.

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Quadro clínico

As crises de dor podem ser esporádicas ou até mesmo diárias, e costumam permanecerem por longos períodos antes de desaparecerem. Normalmente a queixa é bilateral e a criança a descreve como “profunda” e intensa, principalmente no findar do dia.

Um quadro bem típico é o da criança que vai dormir bem e acorda se queixando de dores nas pernas, pedindo pela presença da mãe, que acaba dando analgésicos e fazendo massagem, levando ao alívio. No restante do dia o pequeno não apresentará nenhuma anormalidade em suas atividades, como se nada tivesse acontecido.

Vale ressaltar que o exame físico é completamente normal e os sinais de inflamação articular (juntas edemaciadas, com temperatura local aumentada e pele avermelhada) descarta essa hipótese diagnóstica.

Massagens podem aliviar as dores de crescimento.

Causas

Ainda não existe nenhum fator causal conhecido. Na realidade, ainda não existem nem mesmo um consenso entre os pesquisadores sobre o termo “dor do crescimento”. O que se sabe é que não há relação da queixa clínica com o ganho de peso ou de estatura.

Existem algumas hipóteses, ainda não comprovadas, que tentam explicar essa situação, que afeta cerca de 13% das crianças. Geralmente distúrbios emocionais ou situações de crise próprias da idade (como nascimento de um irmão, ingresso na escola, mãe que volta a trabalhar) são relacionados com o aparecimento dos sintomas. Outro dado interessante é a ocorrência de associação familiar, pois crianças que apresentam a dor do crescimento geralmente são filhas de pessoas que apresentaram o mesmo quadro, na infância.

Tratamento

Antes de iniciar qualquer terapia, a primeira coisa a ser feita é a exclusão de outras hipóteses diagnósticas, que pode ser realizada durante a consulta ambulatorial ou através de exames laboratoriais.

É importante que, mediante o diagnóstico confirmado, a família tenha calma e fique tranquila, pois além de um prognóstico benigno e autolimitado, a doença não trará sequelas e nenhum tipo de limitação, além de não atrapalhar o crescimento infantil.

O tratamento consiste simplesmente na administração de analgésicos, massagem e calor nas pernas e a criança não deve ser rotulada como “doente”, pois não deve haver nenhuma restrição quanto suas atividades rotineiras.

A criança com dor do crescimento nao possui nenhum tipo de limitação.

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