10 razões para o Fluminense ser o primeiro na Libertadores

O Fluminense teve apenas uma temporada para “arrumar a casa”, o que no futebol pode ser uma eternidade. Na Copa Libertadores de 2011 a…

Por Élida Santos em 20/04/2012

A equipe está entrosada (Foto: Divulgação)

O Fluminense teve apenas uma temporada para “arrumar a casa”, o que no futebol pode ser uma eternidade. Na Copa Libertadores de 2011 a equipe contrariou as expectativas e cálculos matemáticos que davam ao clube somente 8% de chance de classificação para as oitavas de final da competição. Os jogadores fizeram a lição de casa e venceram o Argentinos Juniors por 4 a 2.

Nesse ano o time conquistou a vaga logo na quarta rodada do campeonato, além de ter a melhor campanha da fase de grupos, o que garante para o Fluminense, dirigido por Abel Braga, a vantagem de decidir em casa. Seu próximo desafio é o Internacional. Mas afinal, o que levou o Fluminense a tamanho sucesso na Libertadores?

 

O banco de reservas tem qualidade (Foto: Divulgação)

Reservas

Rafael Sobis, Wagner, Lanzini e Jean, são jogadores de ponta, que teriam destaque e lugar garantido em muitos times brasileiros, porém, ficam à disposição de Abel no banco de reservas. Isso demonstra que o elenco possui muita qualidade e peças de reposição a altura.

Lesões

Um dos maiores problemas do Flu foram as lesões. O meia Deco, por exemplo, atuou apenas duas partidas na fase de grupos da Copa Libertadores do ano passado. Em 2012 o craque realiza fisioterapias particulares, o que contribui para a sua boa recuperação e vem sendo decisivo nos jogos do clube carioca.

Goleiro

Como Muricy Ramalho não confiava no goleiro do tricolor, Diego Cavalieri, ele acabou ficando muitos jogos no banco. O seu substituto, Ricardo Berna, também não transmitiu segurança ao elenco, falhando contra Argentinos Juniors e Libertad. Com a ida de Muricy para o Santos, que em 2011 levou a taça da Libertadores para casa,  e a chegada de Abel no Flu, Cavalieri recuperou o prestígio e o bom momento e vem fazendo boas partidas.

A torcida está acompanhando o clube (Foto: Divulgação)

Torcida

Se em 2011 a torcida cobrou uma postura de vencedor do clube, em 2012 o apoio vem sendo bem maior. No ano passado os torcedores demonstraram seu desânimo com relação ao time deixando de ir aos estádios, já esse ano joga junto com o Fluminense.

Planejamento

A comissão técnica tem muitos méritos com relação ao planejamento do time na competição. Mesmo diante das críticas com relação aos resultados do Carioca, o técnico Abel Braga manteve o que havia sido traçado e escalou os reservas em várias partidas do estadual.

Defesa

Nove gols sofridos em seis jogos na temporada 2011, contra apenas quatro em 2012, esse é o resultado da defesa do Fluminense na Libertadores. A melhora evidente contribui para os bons resultados. Apesar disso a defesa é um dos pontos de cobrança e contestações do clube.

O ambiente é bom e a preparação física também (Foto: Divulgação)

Ambiente

Os problemas políticos existem, mas não chegam a concentração dos jogadores. Com a atuação do vice-presidente de futebol, Sandro Lima, e do diretor-executivo, Rodrigo Caetano, existe uma espécie de blindagem que deixam o ambiente melhor para os jogadores desempenharem o seu trabalho.

Fora de casa

Em três jogos fora de casa o Fluminense conquistou nove pontos. A marca é excelente e bem diferente do que aconteceu na campanha passada, onde o clube perdeu duas vezes e venceu uma. O equilíbrio emocional da equipe é evidente.

Abel conseguiu conquistar a confiança da equipe (Foto: Divulgação)

Técnico

Mencionado sempre pelo elenco, Abel Braga recuperou a confiança dos jogadores. Quando chegou no Fluminense em 2011 pegou a equipe perto da zona de rebaixamento e terminou o Campeonato Brasileiro com a classificação para a Copa Libertadores. Mesmo diante dos atritos com a diretoria, que quase o fizeram deixar o clube como aconteceu com Muricy Ramalho, Abel vem fazendo um excelente trabalho.

Sorte

Todo campeão precisa de sorte, e assim vem sendo com o fluminense. Deco concorda com a afirmativa. Rafael Sobis, por exemplo, tinha acabado de entrar em campo, cobrou falta e a bola desviou na barreira e enganou o goleiro. Diz se não foi uma baita sorte? E isso aconteceu em outros jogos, quando o Flu teve sempre a sorte a seu favor para premiar o bom trabalho da equipe.

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